
O pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, afirmou que o Brasil enfrenta uma crise econômica e institucional que exige mudanças estruturais para retomar o crescimento e melhorar as condições de vida da população. Em entrevista a uma emissora de rádio de Campo Grande, o ex-governador de Mato Grosso do Sul apresentou um conjunto de cinco medidas que, segundo ele, podem contribuir para superar o atual cenário.
Durante a entrevista, Reinaldo avaliou que o país convive com elevado endividamento público e políticas econômicas que, em sua visão, não têm sido suficientes para estimular o crescimento, a geração de empregos e o aumento da renda.
“Precisamos mudar esse quadro com urgência. Não adianta culpar fatores externos. As soluções existem e passam por decisões internas corajosas”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas, o pré-candidato destacou a necessidade de rever a política de juros. Para ele, taxas elevadas dificultam o acesso ao crédito, reduzem o consumo e limitam os investimentos do setor produtivo.
“Juros altos travam a economia. Precisamos de uma política monetária que dialogue com o crescimento, não apenas com o ajuste fiscal pelo lado mais dolorido”, declarou.
Outro ponto defendido por Reinaldo é o fortalecimento do agronegócio como estratégia para impulsionar a economia brasileira. Segundo ele, o setor tem papel relevante na geração de empregos e na produção nacional.
“Hoje, o agronegócio responde por 33% dos empregos no Brasil e é o setor que mais rapidamente reage a investimentos e políticas de estímulo. Potencializá-lo significa gerar emprego rápido em todo o país”, afirmou.
O ex-governador também defendeu uma administração pública federal mais enxuta e eficiente, com redução da burocracia e maior capacidade de execução.
“O governo federal inchado gasta mal, investe pouco e burocratiza o que deveria ser simples. É preciso cortar na própria carne e fazer mais com menos”, disse.
Na avaliação de Reinaldo, a retomada de reformas estruturantes também é fundamental para criar um ambiente favorável ao crescimento econômico de longo prazo. Entre elas, citou as reformas administrativa, tributária e política.
“Reforma estruturante não é pauta de governo, é pauta de país. O Brasil não pode mais adiar decisões que garantam sustentabilidade fiscal e previsibilidade para quem investe e produz”, ressaltou.
Durante a entrevista, o pré-candidato também comentou o funcionamento das instituições brasileiras. Para ele, é necessário preservar a independência entre os Poderes e garantir o cumprimento das atribuições previstas na Constituição.
“Cada poder precisa exercer suas competências constitucionais. O Executivo executa, o Legislativo legisla e fiscaliza, e o Judiciário julga quando há conflitos. Essa divisão é essencial para a estabilidade institucional”, afirmou.
Reinaldo ainda manifestou preocupação com a situação financeira dos municípios brasileiros. Segundo ele, a concentração de recursos na União dificulta a execução de obras e investimentos pelas administrações municipais.
“O dinheiro está concentrado na União, mas a demanda está nos municípios, onde as pessoas moram. Enquanto não houver um novo pacto federativo que descentralize os recursos, prefeitos continuarão dependentes de Brasília e a população ficará sem respostas”, concluiu.
Da redação Mídia News





