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NASA lança poderoso telescópio Roman da Flórida para desvendar os mistérios do Universo

Novo observatório espacial tem campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o Hubble e poderá mapear até 20 bilhões de estrelas da Via Láctea em apenas 29 dias de observações

A NASA lançou neste domingo (30) o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, uma das missões astronômicas mais ambiciosas da agência espacial norte-americana. O observatório partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.

O lançamento ocorreu às 7h26, no horário da costa leste dos Estados Unidos, a partir do Complexo de Lançamento 39A. Após deixar a Terra, o Roman iniciou uma viagem de aproximadamente três meses até sua região de operação, a cerca de 1,6 milhão de quilômetros do planeta.

O novo telescópio foi projetado para investigar alguns dos maiores enigmas da astronomia moderna, incluindo a matéria escura, a energia escura, a formação e evolução das galáxias e a existência de planetas fora do Sistema Solar.

Campo de visão supera o Hubble

Um dos principais diferenciais do Nancy Grace Roman é sua capacidade de observar grandes regiões do espaço rapidamente. Segundo a NASA, seu campo de visão será pelo menos 100 vezes maior que o do Telescópio Espacial Hubble, embora ambos tenham espelhos primários de dimensões semelhantes.

Com sua poderosa câmera infravermelha, o Roman poderá atravessar visualmente regiões encobertas por poeira cósmica e revelar estrelas e estruturas até agora difíceis ou impossíveis de serem estudadas detalhadamente.

Até 20 bilhões de estrelas da Via Láctea

Entre os projetos científicos previstos está o Galactic Plane Survey, levantamento dedicado ao plano da Via Láctea. O programa deverá utilizar apenas 29 dias de observações, distribuídos pelos dois primeiros anos da missão.

Nesse período, o Roman deverá cobrir quase 700 graus quadrados do céu — uma área equivalente a aproximadamente 3.500 luas cheias — e poderá mapear até 20 bilhões de estrelas.

O levantamento permitirá aos cientistas investigar regiões pouco conhecidas da nossa galáxia, incluindo áreas escondidas pela poeira interestelar, além de estudar nascimento, evolução e morte de estrelas.

O Roman também deverá encontrar exoplanetas, estudar buracos negros e produzir mapas de bilhões de galáxias. Sua capacidade de realizar levantamentos extensos e detalhados poderá fornecer aos pesquisadores uma quantidade sem precedentes de informações sobre a estrutura e a evolução do Universo.

Destino a 1,6 milhão de quilômetros

O telescópio seguirá para a região conhecida como ponto de Lagrange L2, situada a aproximadamente 1 milhão de milhas — cerca de 1,6 milhão de quilômetros — da Terra. É uma região especialmente favorável para observatórios espaciais e também utilizada pelo Telescópio Espacial James Webb.

A missão científica principal do Roman está prevista para durar cinco anos. Os dados obtidos pelo observatório deverão abrir novas possibilidades para o estudo da matéria e energia escuras, exoplanetas e da própria história cósmica.

O telescópio recebeu o nome de Nancy Grace Roman, primeira astrônoma-chefe da NASA e uma das figuras fundamentais para o desenvolvimento da astronomia espacial norte-americana.

Da redação Mídia News Campo Grande

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