Professora é afastada após dizer a alunos que morreriam em governo Flávio Bolsonaro
Docente da rede municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, teria associado o candidato à Presidência ao fascismo durante aula para crianças de 11 anos; prefeitura abriu procedimento para apurar o episódio

Uma professora da rede municipal de ensino de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada de suas atividades após a repercussão de declarações feitas durante uma aula para estudantes de aproximadamente 11 anos. Segundo as informações divulgadas sobre o episódio, a docente teria afirmado que algumas crianças poderiam morrer caso Flávio Bolsonaro chegasse à Presidência da República.
O caso provocou controvérsia por envolver manifestações político-partidárias em ambiente escolar, especialmente diante de alunos menores de idade. A Prefeitura de Potirendaba informou ter adotado providências administrativas e acionado as autoridades competentes para analisar a conduta da profissional.
Declarações durante aula provocam repercussão
Durante a atividade escolar, a professora teria relacionado Flávio Bolsonaro ao fascismo e feito afirmações sobre possíveis consequências de uma eventual vitória do candidato nas eleições presidenciais de 2026.
As declarações ganharam repercussão após a divulgação de um vídeo atribuído à aula. O conteúdo provocou questionamentos sobre os limites da manifestação política de professores dentro das escolas públicas e sobre a responsabilidade dos educadores na abordagem de assuntos eleitorais.
O episódio também levantou preocupações sobre os possíveis efeitos emocionais de declarações envolvendo ameaças de morte ou perseguição política dirigidas a crianças.
Prefeitura determina afastamento e abre apuração
Diante da repercussão, a administração municipal decidiu afastar a professora de suas funções e instaurar um procedimento para investigar as circunstâncias do ocorrido.
A apuração deverá examinar o contexto das declarações, a conduta da profissional e a eventual existência de infrações às normas administrativas e educacionais.
O afastamento, por si só, não representa uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade da docente. Eventuais medidas disciplinares dependerão dos resultados da investigação e dos procedimentos previstos na legislação.
Liberdade de expressão e responsabilidade no ensino
O caso reacendeu o debate sobre a diferença entre apresentar temas políticos aos estudantes e utilizar o ambiente escolar para promover posicionamentos partidários.
A Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e a liberdade de ensinar e aprender, enquanto a legislação educacional estabelece o pluralismo de ideias e o respeito às diferentes concepções pedagógicas.
Especialistas em educação defendem que temas políticos podem ser discutidos nas escolas, desde que sejam apresentados de maneira adequada à faixa etária dos estudantes, com respeito à diversidade de opiniões e sem constrangimentos.
No caso de Potirendaba, a investigação deverá esclarecer se as declarações ultrapassaram os limites da atividade pedagógica e se houve algum prejuízo aos direitos dos alunos.
Até a conclusão do procedimento, permanece necessário distinguir as acusações apresentadas das responsabilidades que venham a ser efetivamente comprovadas.
Da redação Mídia News Campo Grande





