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Luciano Huck e TV Globo são citados como testemunhas em processo sobre suposta fraude industrial da Cimed

Fabricante mineira Suavetex acusa executivos da farmacêutica de apropriação indevida de fórmulas de seis produtos de higiene bucal; apresentador e executivo da Globo poderão prestar esclarecimentos sobre sociedade empresarial

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O apresentador Luciano Huck e a TV Globo tiveram seus nomes relacionados a uma disputa judicial envolvendo acusações de fraude industrial, apropriação de segredo comercial e concorrência desleal. O processo foi apresentado à Justiça de São Paulo pela Suavetex, fabricante de produtos de higiene bucal sediada em Uberlândia, Minas Gerais, contra sete executivos da farmacêutica Cimed.

A queixa-crime, protocolada na terça-feira (3 de novembro), tem como principal alvo João Adibe Zacharias Marques, presidente da Cimed. A fabricante mineira sustenta que a farmacêutica teria utilizado indevidamente fórmulas desenvolvidas durante negociações comerciais entre as empresas.

Luciano Huck e Roberto Marinho Neto, executivo da Globo Ventures, foram indicados como testemunhas, mas não são acusados de participação na suposta fraude.

Acusação envolve fórmulas de seis produtos

Segundo a Suavetex, a Cimed solicitou, em abril de 2025, o desenvolvimento de seis produtos de higiene bucal, incluindo três géis dentais e três enxaguantes.

As fórmulas teriam sido compartilhadas com a farmacêutica em julho daquele ano, durante negociações que também envolviam a possível aquisição da fabricante mineira.

O empresário Ronaldo Alves Andrello, proprietário da Suavetex, afirma que João Adibe chegou a oferecer R$ 120 milhões pela empresa. Entretanto, após o compartilhamento das informações técnicas, as negociações não foram concluídas.

A fabricante sustenta que produtos inicialmente previstos para comercialização com a marca Carmed acabaram sendo lançados pela Cimed sob a marca Super, com características semelhantes às formulações desenvolvidas pela Suavetex.

Um laudo apresentado pela fabricante aponta correspondências entre componentes dos produtos. Entretanto, a análise não verificou as concentrações das substâncias, aspecto relevante para determinar eventual reprodução integral das fórmulas.

Sociedade entre Cimed, Globo e Luciano Huck

A presença do apresentador e da emissora no processo está relacionada à criação da Cilab S.A., sociedade empresarial formada em 2025 para atuar no segmento de produtos de higiene infantil.

A participação societária está distribuída da seguinte forma:

  • Cimed: 70% do capital.

  • Globo: 25% do capital.

  • Joatinga, empresa controlada por Luciano Huck: 5% do capital.

A associação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em agosto de 2025.

A Suavetex pretende esclarecer se a decisão de substituir a marca Carmed pela Super foi discutida entre os integrantes da sociedade ou no Comitê de Marketing e Mídia, do qual participam representantes das empresas.

A fabricante questiona especialmente a coincidência entre a aprovação da sociedade pelo Cade, em 5 de agosto de 2025, e a comunicação sobre a mudança de marca dos produtos.

Cimed nega irregularidades

A Cimed rejeita as acusações e afirma que suas relações com fornecedores seguem princípios de boa-fé, transparência e cumprimento da legislação.

A farmacêutica também sustenta que a Suavetex sofreu decisões judiciais desfavoráveis em procedimentos anteriores relacionados à disputa.

Em relação à marca Super, a empresa afirma que os produtos pertencem exclusivamente à Cimed e não integram a sociedade constituída com a Globo e Luciano Huck.

Globo e apresentador negam envolvimento

A Globo informou que a Cilab atua exclusivamente com as marcas de higiene infantil João e Maria e não participa das relações comerciais entre Cimed e Suavetex.

A emissora também esclareceu que as campanhas publicitárias da linha Super foram contratadas e remuneradas diretamente pela farmacêutica.

Luciano Huck apresentou posicionamento semelhante, afirmando que o comitê empresarial do qual participa delibera apenas sobre produtos pertencentes ao portfólio da Cilab.

Dessa forma, tanto o apresentador quanto a Globo negam qualquer participação nas irregularidades apontadas pela fabricante mineira.

Processo prevê pedido de indenização milionária

Na queixa-crime, a Suavetex solicita a responsabilização dos sete executivos da Cimed por suposta concorrência desleal.

A fabricante também pede indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além da reparação de eventuais prejuízos materiais.

O caso foi distribuído à 1ª Vara Criminal de São Paulo e ainda depende de análise judicial.

Até o momento, as alegações apresentadas pela Suavetex constituem acusações que precisam ser examinadas pela Justiça. A inclusão de Luciano Huck e Roberto Marinho Neto como testemunhas não representa imputação de responsabilidade criminal.

Da redação Mídia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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