O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme sinalizado pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. A declaração foi feita durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo Alckmin, apesar das declarações do governo norte-americano contrárias ao comércio com o Irã, o país persa mantém relações comerciais com diversas nações, incluindo países europeus. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, afirmou.
O ministro também destacou que a chamada “super tarifação” seria de difícil aplicação prática, uma vez que envolveria dezenas de países. “Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, disse. Ele lembrou ainda que, até o momento, não houve nenhuma ordem executiva formal do governo Trump impondo sanções efetivas ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, completou.
Alckmin citou exemplos de países que mantêm relações comerciais com o Irã, como a Alemanha e outras nações europeias, reforçando que o isolamento total seria improvável. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior. Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”, declarou.
Em tom diplomático, o vice-presidente ressaltou que o Brasil não mantém litígios e historicamente adota uma postura pacífica nas relações internacionais. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, afirmou.
Alckmin classificou o atual cenário geopolítico como um momento difícil para o mundo, mas também como uma oportunidade para que o Brasil seja mais ouvido no cenário internacional. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, concluiu.
Da redação Mídia News





