Alemanha investiga jovens suspeitos de usar robô humanoide para assediar adolescente
Caso ocorreu na cidade de Colônia e teria sido transmitido ao vivo nas redes sociais; polícia apreendeu o robô e celulares de dois suspeitos, de 16 e 19 anos

A polícia da Alemanha investiga um caso incomum de suspeita de assédio sexual envolvendo um robô humanoide e uma adolescente de 16 anos. O episódio aconteceu na noite de sábado (10), na cidade de Colônia, no oeste do país, e foi divulgado pelas autoridades na segunda-feira (12).
Dois jovens, de 16 e 19 anos, são investigados por supostamente utilizar o equipamento para tocar a adolescente sem seu consentimento, enquanto a ação teria sido filmada e transmitida ao vivo pelas redes sociais.
O caso chama a atenção pelo uso de tecnologia robótica em uma possível infração sexual e levanta questionamentos sobre a responsabilidade criminal de pessoas que controlam máquinas à distância.
Robô teria abordado adolescente em frente a lanchonete
Segundo as informações divulgadas pela polícia alemã, a adolescente estava acompanhada de duas amigas nas proximidades de uma lanchonete quando foi surpreendida pelo equipamento.
O robô, com aproximadamente 1,20 metro de altura e nas cores vermelha e dourada, teria se aproximado da vítima por trás, tocado suas nádegas e realizado movimentos de conotação sexual.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a adolescente reagindo à aproximação do equipamento, gritando e se afastando.
O jovem de 16 anos é apontado como proprietário do robô. Ele e o acompanhante de 19 anos teriam registrado o episódio em vídeo, transmitido as imagens ao vivo e feito comentários durante a exibição.
Polícia encontrou robô escondido em porta-malas
Após receber a denúncia, policiais localizaram os dois suspeitos nas proximidades do local da ocorrência.
Durante a abordagem, os agentes encontraram o robô guardado no porta-malas de um automóvel. A suspeita é de que o equipamento tenha sido escondido depois do episódio.
A polícia apreendeu o humanoide e dois telefones celulares, que serão utilizados na investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Investigação busca identificar quem controlava o equipamento
Uma das principais questões analisadas pelas autoridades é determinar se os movimentos do robô foram programados antecipadamente ou comandados deliberadamente em tempo real.
A investigação também procura esclarecer a participação individual dos dois jovens na suposta agressão e na transmissão das imagens.
O caso é tratado pela polícia alemã como suspeita de ofensa de natureza sexual. Até esta terça-feira (13), os investigados ainda não haviam sido formalmente acusados.
Caso levanta debate sobre responsabilidade no uso de robôs
A ocorrência representa um desafio para as autoridades diante da crescente utilização de equipamentos robóticos capazes de interagir fisicamente com pessoas.
Embora o contato tenha sido realizado por uma máquina, a investigação busca determinar a eventual responsabilidade humana pelos comandos executados.
O episódio também chama a atenção para os riscos da utilização de tecnologias interativas em situações de constrangimento, violência e exposição de vítimas nas plataformas digitais.
As autoridades alemãs continuam analisando as provas recolhidas para estabelecer se houve controle intencional dos movimentos e quais consequências criminais poderão decorrer do caso.
Da redação Mídia News Campo Grande




