O Banco Master concedeu um empréstimo de aproximadamente R$ 460 milhões a uma empresa cujo capital social é 200 vezes menor que o valor financiado, acendendo alertas no mercado e entre especialistas em regulação bancária. A discrepância entre o porte da companhia e o montante liberado levanta dúvidas sobre a avaliação de risco, garantias apresentadas e o cumprimento das normas de compliance.
De acordo com apurações, a empresa beneficiada possui estrutura patrimonial limitada, o que, em tese, exigiria análise de crédito mais rigorosa e garantias robustas para mitigar riscos de inadimplência. A operação, contudo, foi aprovada e executada, o que reacendeu o debate sobre a governança interna do banco e os mecanismos de controle adotados.
Especialistas ouvidos reservadamente apontam que, em operações dessa magnitude, é esperado um conjunto de garantias reais, avalistas e demonstrações financeiras consistentes, além de comitês de crédito independentes. “Quando o valor emprestado supera de forma tão expressiva o capital da empresa, a atenção dos reguladores tende a se intensificar”, afirma um consultor do setor.
O caso também pode atrair a atenção do Banco Central, responsável por supervisionar instituições financeiras e zelar pela estabilidade do sistema. Em situações semelhantes, a autarquia costuma solicitar esclarecimentos sobre critérios de concessão, lastro das garantias e exposição ao risco.
Até o momento, o Banco Master não se manifestou publicamente sobre os detalhes da operação, nem informou quais garantias foram apresentadas pela empresa tomadora do crédito. Procurada, a companhia beneficiada também não comentou.
A concessão do empréstimo ocorre em meio a um ambiente de maior vigilância sobre práticas bancárias e transparência, especialmente após episódios recentes envolvendo grandes operações de crédito que resultaram em prejuízos relevantes ao sistema financeiro.
Da redação Mídia News





