
O governo da Argentina declarou alerta máximo nas fronteiras com o Brasil nesta quarta-feira (29) em resposta à megaoperação policial no Rio de Janeiro. A ação, deflagrada nos Complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho (CV), resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. Diante da possibilidade de fuga de criminosos, a ministra da Segurança Pública argentina, Patricia Bullrich, anunciou que haverá reforço nos controles para barrar a travessia de quem estiver se deslocando do centro do conflito.
A Ministra Bullrich foi categórica ao afirmar que todos os brasileiros que tentarem entrar no país serão examinados de forma “minuciosa”, mesmo sem antecedentes criminais, para não confundir turistas com integrantes do crime organizado. A preocupação é tão grande que o país vizinho já reconheceu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas, devido à sua perigosa estrutura de poder armado. Bullrich ainda ressaltou que a Argentina mantém mais de 40 presos brasileiros ligados a essas facções isolados e sob controle rigoroso.
A gigantesca operação policial no Rio, parte da iniciativa permanente Operação Contenção, mobilizou pelo menos 2,5 mil agentes para cumprir mandados de prisão contra o avanço do CV. O cenário foi de guerra: traficantes reagiram com intensa troca de tiros e ergueram barricadas em chamas. Vídeos e relatos chocantes mostraram quase 200 disparos em apenas um minuto, bandidos fugindo pela mata e até o uso de explosivos lançados por drones, em uma clara demonstração do poderio bélico e da audácia das facções criminosas.
O saldo de 121 mortes é a prova da violência extrema com que o crime organizado enfrenta as forças de segurança. Enquanto a polícia intensifica a repressão, criminosos ainda tentaram usar veículos como barricadas para fechar vias em retaliação à operação, mostrando que a guerra pelo controle territorial está longe de terminar.

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