


A Bahia superou, em 2025, a marca de 29 mil empresas fechadas, segundo dados preliminares de entidades empresariais e órgãos de registro comercial. O balanço, referente aos onze primeiros meses do ano, aponta que a crise econômica tem se aprofundado no estado, atingindo com mais força os setores de comércio e serviços — responsáveis por grande parte da geração de empregos formais baianos.
Empresários relatam que a combinação de juros elevados, instabilidade econômica nacional e redução do poder de compra da população criou um cenário de retração que se arrasta desde o ano passado. Pequenos negócios, especialmente lojas de varejo, restaurantes, lanchonetes, salões de beleza e prestadores de serviços autônomos, estão entre os mais afetados.
De acordo com especialistas em economia regional, a dificuldade de acesso a crédito tem agravado o problema. Mesmo com programas de apoio anunciados ao longo do ano, muitos empreendedores seguem inadimplentes ou sem margem financeira para manter operações básicas, como pagamento de aluguel e folha salarial.
A expectativa para 2026 ainda é incerta. Economistas afirmam que será necessário um conjunto de medidas estruturais para reverter o cenário, incluindo estímulo ao consumo, redução gradual dos juros e políticas de incentivo aos pequenos negócios. Sem isso, o ritmo de fechamento de empresas pode continuar elevado nos próximos meses.
Da redação Mídia News
