Campo Grande tem 3ª menor taxa de desemprego entre capitais e avança em Serviços e Construção
Desocupação caiu de 4,3% para 3,1% em um ano; Capital acumulou saldo positivo de 3.772 empregos formais entre janeiro e agosto de 2026

Campo Grande encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma das menores taxas de desocupação entre as capitais brasileiras. O índice ficou em 3,1%, colocando a Capital de Mato Grosso do Sul na terceira posição nacional, atrás apenas de Cuiabá e Palmas.
Em comparação com o segundo trimestre de 2025, quando a taxa estava em 4,3%, houve redução expressiva no número de pessoas sem trabalho. O contingente de desocupados passou de aproximadamente 22 mil para 16 mil pessoas, queda de 27,3% em um ano.
Subutilização também recua
Outro indicador que apresentou melhora foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que considera pessoas que poderiam ampliar sua participação no mercado. O percentual caiu de 8,2% para 5,1% entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.
Em números absolutos, o grupo de trabalhadores subutilizados recuou de 43 mil para 26 mil pessoas.
Segundo a prefeita Adriane Lopes, os resultados indicam fortalecimento da economia da Capital e ampliação das oportunidades de trabalho. A chefe do Executivo municipal destacou que a administração pretende continuar atuando na atração de investimentos e na melhoria do ambiente de negócios.
Empregos com carteira assinada
Os dados do Novo Caged também mostram saldo positivo no mercado formal. Entre janeiro e agosto de 2026, Campo Grande registrou 101.430 admissões e 97.658 desligamentos, resultando na criação líquida de 3.772 empregos com carteira assinada.
O setor de Serviços liderou a geração de postos, com saldo de 2.617 vagas, seguido pela Construção Civil, com 1.357 novos empregos. A Agropecuária apresentou saldo positivo de 251 postos e a Indústria, de 181.
O Comércio, por outro lado, terminou o período com saldo negativo de 634 empregos.
Capital chega a quase 237 mil empregos formais
Em agosto, Campo Grande contabilizava 236.926 vínculos formais ativos. Na comparação com dezembro de 2019, antes da pandemia, houve crescimento de 23,36%, equivalente a 44.871 empregos a mais.
Os Serviços continuam sendo o maior empregador formal da cidade, com 125.936 vínculos ativos. O Comércio aparece na sequência, com 59.816 postos.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana, Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, os números demonstram dinamismo da economia local, especialmente com a participação dos setores de Serviços e Construção Civil.
Os indicadores mostram, assim, uma combinação de redução do desemprego com expansão do emprego formal em Campo Grande ao longo de 2026, com Serviços e Construção entre os principais motores do mercado de trabalho da Capital.
Da redação Mídia News Campo Grande





