
A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, afirmou que a credibilidade do sistema de Justiça depende diretamente da confiança da população na atuação imparcial dos juízes. A declaração foi feita na quarta-feira (18), durante palestra no Centro Universitário de Brasília, no Distrito Federal.
Ao abordar o tema, a magistrada foi enfática ao defender princípios como independência, ética e honestidade no exercício da função judicial. “Deus me livre de ser julgada por um juiz que não seja independente, imparcial, ético e honesto”, declarou.
Proposta de código de conduta no STF
Durante o evento, a ministra também revelou que está elaborando uma minuta de código de conduta voltado aos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta foi apresentada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Segundo Cármen Lúcia, o texto inicial ainda será submetido à análise dos demais ministros, possivelmente após o período eleitoral. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a legitimidade institucional do STF e ampliar a segurança jurídica no país.
Apesar disso, propostas semelhantes já enfrentaram resistência interna na Corte em ocasiões anteriores, o que pode influenciar o andamento da nova tentativa.
Defesa da participação feminina no Judiciário
A ministra também defendeu maior presença de mulheres nos tribunais superiores. Para ela, há profissionais altamente qualificadas que ainda não ocupam espaços de destaque no Judiciário.
“Há mulheres competentíssimas que podem estar no Supremo, que devem estar no Supremo, no Superior Tribunal e em qualquer lugar”, afirmou.
Ela acrescentou que a construção de um ambiente democrático passa necessariamente pela inclusão e pela igualdade de participação entre homens e mulheres.
Relato de ameaça durante palestra
Durante a palestra, Cármen Lúcia relatou ter sido informada sobre um suposto atentado contra sua vida. Segundo a ministra, houve comunicação de que uma bomba teria sido enviada com o objetivo de atacá-la.
Apesar da gravidade da informação, reagiu com firmeza. “Pior para quem mandar. Melhor não mandar. Estou no meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos. Nem sei se é fato, sei que estão me ligando. E eu estou vivíssima, cada dia mais”, disse.
Não houve confirmação oficial imediata sobre a veracidade da ameaça ou eventuais investigações em andamento.
Transição no comando do TSE
Atualmente presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia deve deixar o cargo em junho deste ano. A sucessão deverá ser assumida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que ficará responsável pela condução das eleições gerais previstas para outubro.
Da redação Mídia News





