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Carol de Toni pede afastamento de Paulo Gonet da PGR e aciona CNMP por supostas omissões no caso Master

Deputada federal solicita apuração da conduta do procurador-geral e pede ao presidente Lula análise sobre permanência no cargo

A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) protocolou uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) solicitando a apuração da conduta funcional do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no âmbito das investigações relacionadas ao chamado caso Banco Master. Paralelamente, a parlamentar encaminhou um pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que seja avaliada a permanência do chefe da Procuradoria-Geral da República no cargo.

De acordo com a assessoria da deputada, as medidas têm como base questionamentos sobre a condução de investigações que envolvem suspeitas de espionagem ilegal, intimidação de jornalistas e acesso indevido a sistemas sigilosos de órgãos públicos. Entre os sistemas citados estariam bases da Polícia Federal, do Ministério Público e até de organismos internacionais.

Na representação encaminhada ao CNMP, Carol de Toni sustenta que há indícios de omissão e possíveis contradições na atuação da PGR. Um dos pontos levantados diz respeito ao pedido de prazo adicional para análise das provas, ao mesmo tempo em que a Procuradoria teria indicado não haver urgência na adoção de medidas cautelares.

“Se não houve tempo suficiente para analisar as provas, não é possível afirmar com segurança que não há risco. Essa contradição precisa ser esclarecida”, afirmou a parlamentar, conforme comunicado divulgado à imprensa.

O documento também menciona o arquivamento de pedidos considerados relevantes durante o andamento das investigações, incluindo questionamentos sobre eventual suspeição de autoridades e possíveis conflitos de interesse. Para a deputada, a falta de aprofundamento em pontos sensíveis pode comprometer a credibilidade das instituições.

As investigações citadas fazem referência a apurações conduzidas pela Polícia Federal e mencionadas em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que apontariam indícios de estruturas voltadas ao monitoramento de críticos e tentativas de obtenção de informações sigilosas.

Segundo os relatos apresentados, há registros de possíveis atos de intimidação contra jornalistas, ex-funcionários e concorrentes, além do uso indevido de credenciais de terceiros para acesso a sistemas restritos, incluindo plataformas ligadas a organismos internacionais.

Além da representação disciplinar, o pedido encaminhado ao presidente Lula solicita a análise da permanência de Paulo Gonet no cargo, com base na previsão constitucional que permite a exoneração do procurador-geral da República mediante iniciativa do Executivo e aprovação do Senado.

Para Carol de Toni, a gravidade das suspeitas exige atuação rigorosa e transparente por parte do Ministério Público. “Não se trata de antecipar julgamento, mas de garantir que fatos graves sejam devidamente apurados com a seriedade que o caso exige”, afirmou.

A parlamentar conclui que, diante dos questionamentos levantados, cabe às instituições assegurar a lisura das investigações e preservar a confiança pública no sistema de Justiça brasileiro.

Da redação  Mídia News

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