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Celso Amorim condena morte de líder supremo do Irã e classifica ataque como “inaceitável”

Assessor internacional do governo Lula critica ação de EUA e Israel e alerta para riscos de escalada no Oriente Médio

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, condenou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, supostamente ocorrida durante ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Em declaração ao jornal O Globo, Amorim classificou a ação como “totalmente condenável” e “inaceitável”, destacando que a eliminação de um chefe de Estado representa uma grave violação das normas internacionais.

“Acho que, obviamente, matar um líder de um país, à distância, é totalmente condenável, é inaceitável. Ninguém pode se arrogar em juízo do mundo”, afirmou o assessor, ao comentar o episódio que intensificou a tensão no Oriente Médio.

Apesar da crítica direta à ofensiva militar, Amorim evitou emitir juízo sobre o regime político iraniano. Segundo ele, qualquer avaliação sobre o governo do país deve ser feita exclusivamente por seus cidadãos. “Não estou entrando no mérito do governo iraniano, isso é outra questão, mas é para os iranianos julgarem e atuarem”, declarou.

O assessor também ponderou que a morte de Khamenei não necessariamente fortalece grupos de oposição interna. Para ele, ações desse tipo podem gerar efeitos contrários e ampliar a instabilidade política na região. “Se você imaginar, um ataque direto, enfim, um assassinato de um líder de outro país. Certo ou errado o líder, isso não me interessa, eu acho que isso é altamente condenável”, acrescentou.

A manifestação de Amorim ocorre na esteira de um posicionamento oficial do governo brasileiro, que já havia condenado os ataques antes mesmo da confirmação da morte do líder iraniano. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty reiterou a defesa histórica do Brasil pela solução pacífica de conflitos.

Segundo o comunicado, os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação, considerado pelo governo brasileiro como o único caminho viável para a paz. O texto também fez um apelo para que todas as partes envolvidas respeitem o Direito Internacional e adotem medidas de contenção para evitar uma escalada do conflito.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, destacou a nota.

O episódio agrava ainda mais o cenário de instabilidade no Oriente Médio e levanta preocupações sobre possíveis desdobramentos diplomáticos e militares nos próximos dias.

Da redação Mídia News

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