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Deputado do PT publica retratação após divulgar imagem falsa de Bolsonaro com empresário

Justiça determinou esclarecimento público em até 24 horas após compartilhamento de montagem feita com inteligência artificial

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) publicou, nesta terça-feira (17), uma nota de retratação após decisão judicial que o obrigou a esclarecer a divulgação de uma imagem falsa envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A determinação partiu da 7ª Vara Cível de Brasília e estabeleceu o prazo de 24 horas para que o parlamentar tornasse público o esclarecimento sobre o conteúdo compartilhado em suas redes sociais.

De acordo com a decisão, a imagem divulgada tratava-se de uma montagem produzida com o uso de inteligência artificial. Na nota, Rogério Correia reconheceu que o encontro retratado nunca ocorreu e que o material foi gerado digitalmente a partir de conteúdos que já circulavam na internet.

O deputado informou ainda que a publicação foi removida no dia 2 de fevereiro, por meio de sua conta na rede social X, após questionamentos sobre a veracidade da imagem.

A fotografia original utilizada na montagem foi registrada em fevereiro de 2019 e mostrava apenas Jair Bolsonaro ao lado de Roberto Campos Neto, sem a presença do empresário Daniel Vorcaro. A inclusão do terceiro personagem foi feita posteriormente por meio de edição digital.

A decisão judicial foi assinada pela juíza Patrícia Vasques Coelho, que entendeu haver necessidade de correção pública para evitar a continuidade da disseminação de informação falsa.

Antes da retratação, em entrevista concedida ao UOL no último sábado (14), Rogério Correia afirmou que não sabia que a imagem era falsa. Na ocasião, declarou ainda que não se arrependia da publicação, argumentando que o conteúdo já circulava amplamente nas redes sociais e continuava sendo compartilhado por outros perfis e sites.

O caso reacende o debate sobre o uso de inteligência artificial na criação e disseminação de conteúdos manipulados, especialmente no ambiente político, onde imagens falsas podem impactar a opinião pública e gerar desinformação.

A exigência de retratação reforça o entendimento do Judiciário sobre a responsabilidade de agentes públicos na verificação de informações antes da divulgação, sobretudo em plataformas digitais com grande alcance.

Da redação Mídia News

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