
A falta de diesel já impacta diretamente a rotina de pelo menos 142 prefeituras no Rio Grande do Sul, afetando a manutenção de serviços públicos em diversas regiões. O número representa quase um terço dos municípios do estado, segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul.
Diante da redução nos estoques, gestores municipais passaram a priorizar áreas consideradas essenciais, com destaque para a saúde. O transporte de pacientes, especialmente aqueles que necessitam de deslocamento para outros municípios, tem sido mantido como prioridade, enquanto outros serviços começam a ser reduzidos ou interrompidos.
Atividades que dependem do uso de maquinário pesado, como obras e manutenção de estradas, já apresentam paralisações em várias cidades. A dificuldade de abastecimento compromete o andamento de serviços operacionais e impacta diretamente a infraestrutura urbana e rural.
O transporte coletivo também sofre os efeitos da escassez. Prefeituras adotaram medidas emergenciais, como a redução de horários e da frequência de ônibus, principalmente aos fins de semana. A estratégia busca preservar o combustível disponível e evitar um colapso total do sistema.
A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, alertou para o risco de agravamento da situação nos próximos dias. Segundo ela, sem medidas urgentes para garantir o fornecimento de diesel, serviços ainda mais sensíveis podem ser afetados, incluindo o transporte escolar.
Casos concretos já foram registrados em municípios como São Leopoldo e Novo Hamburgo, onde houve mudanças na operação do transporte público, com redução de linhas e horários. As alterações demonstram que a crise já deixou o campo das projeções e passou a impactar diretamente a população.
O cenário é agravado por fatores externos. A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, eleva os custos e dificulta a importação do combustível. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam queda significativa no volume importado, classificando o momento como de “situação excepcional de risco”.
A avaliação de especialistas e entidades municipais é de que, sem uma solução imediata, a crise tende a se expandir, comprometendo ainda mais a prestação de serviços públicos essenciais em todo o estado.
Da redação Mídia News





