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Pesquisa aponta piora na avaliação de Lula — o que mais chama atenção nos números?

Levantamento mostra avanço da desaprovação ao governo federal e revela mudanças importantes no humor do eleitorado brasileiro às vésperas da disputa presidencial de 2026

A nova pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta semana trouxe um dado que reforça o momento de desgaste enfrentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a desaprovação ao seu governo chegou a 56%, enquanto a aprovação caiu para 42%. Outros 2% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Embora o percentual em si já represente um sinal de alerta para o Palácio do Planalto, alguns recortes do levantamento chamam ainda mais atenção.

O primeiro deles é a evolução dos números em apenas três meses. Em março, a desaprovação era de 53%, enquanto a aprovação alcançava 46%. Agora, a rejeição subiu três pontos percentuais e a aprovação caiu quatro pontos, ampliando o saldo negativo do governo.

Outro aspecto relevante é o comportamento regional do eleitorado. Segundo o estudo, o Nordeste permanece como a única região do país em que Lula mantém maioria de aprovação, registrando 61%. Nas demais regiões, prevalece a desaprovação, sendo o Sul o local de maior resistência ao governo, com 66% de reprovação.

A pesquisa também aponta diferenças significativas entre perfis sociais. Entre os homens, a desaprovação alcança 59%, enquanto entre as mulheres chega a 53%. Já no recorte por escolaridade, o maior índice de rejeição aparece entre entrevistados com pós-graduação, chegando a 62%.

Outro dado que ajuda a explicar o cenário é a percepção da população sobre o cotidiano. Para 52% dos entrevistados, a qualidade de vida piorou desde o início do atual mandato, enquanto 42% acreditam que houve melhora. Além disso, 53% avaliam que o país segue “na direção errada”, contra 33% que enxergam o Brasil no caminho correto.

Do ponto de vista político, os números indicam que o presidente mantém uma base sólida em determinados segmentos, mas enfrenta dificuldades para ampliar apoio em grupos considerados estratégicos para uma eventual campanha à reeleição.

A pesquisa Alfa Inteligência ouviu 1.400 eleitores entre os dias 5 e 10 de junho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03496/2026.

Da redação Midia News

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