
O Exército Brasileiro oficializou, nesta semana, a transferência do tenente-coronel Mauro Cid para a reserva remunerada. A medida foi formalizada por meio de portaria assinada na última quarta-feira (18) pelo general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, com efeitos válidos a partir de 2 de março.
Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cid encerra sua trajetória na ativa após completar 30 anos de serviços prestados à Força. Ele se tornou figura central em investigações recentes relacionadas ao chamado inquérito do “golpe”.
Pedido antecedeu condenação
A passagem para a reserva foi motivada por um pedido de aposentadoria antecipada feito pelo próprio militar em agosto do ano passado, antes de sua condenação. A solicitação foi analisada e aceita pelo comando do Exército em janeiro deste ano.
Aos 46 anos, Mauro Cid passará a receber cerca de R$ 16 mil líquidos mensais. Como não completou o tempo necessário para aposentadoria integral, o valor foi definido de forma proporcional ao período de serviço.
De acordo com a portaria, os proventos serão mantidos com base no posto ocupado pelo militar no momento da transferência para a inatividade, conforme previsto nas normas da carreira militar.
Mudanças na rotina e moradia
Com a ida para a reserva remunerada, também há mudanças nas condições de moradia. O militar terá prazo de até 90 dias para desocupar a residência oficial localizada na Vila Militar, em Brasília.
O imóvel é destinado exclusivamente a militares da ativa e deverá ser disponibilizado para outro oficial designado pelo comando do Exército.
A transferência de Mauro Cid marca o encerramento formal de sua atuação na ativa em meio a um contexto de forte repercussão política e jurídica, refletindo diretamente em sua carreira militar e em sua vida pessoal.
Da redaçãoMídia News





