Expansão de florestas plantadas supera 115% e abre novas oportunidades em Campo Grande
Área destinada à silvicultura saltou de 29,9 mil para 64,4 mil hectares entre 2023 e 2025; setor amplia espaço na economia da Capital

Campo Grande registrou crescimento de 115,4% na área de florestas plantadas entre 2023 e 2025, movimento que amplia a presença da Capital na cadeia produtiva da silvicultura e abre perspectivas para novos investimentos ligados à produção rural, indústria, logística e serviços.
De acordo com dados da Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área plantada no município passou de 29.911 hectares, em 2023, para 64.430 hectares em 2025.
Com a expansão, Campo Grande passou a responder por 3,39% da área de silvicultura de Mato Grosso do Sul, contra 2,19% registrados em 2023.
Capital ganha espaço na atividade florestal
O avanço ocorre em meio à consolidação de Mato Grosso do Sul como importante polo da produção florestal brasileira, especialmente com a expansão das plantações de eucalipto e dos investimentos associados à indústria de celulose e outros produtos derivados da madeira.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que o crescimento demonstra a inserção de Campo Grande em novas atividades produtivas e pode representar oportunidades de geração de emprego e renda.
“A expansão da silvicultura mostra que Campo Grande está inserida em um cenário de crescimento de atividades produtivas e de novas oportunidades para o município”, declarou.
Segundo a administração municipal, a estratégia é criar condições para atrair investimentos e ampliar a atividade econômica de maneira planejada.
Produção de madeira movimenta economia
Os números da PEVS mostram também variações importantes no valor anual da produção. Em 2024, a silvicultura movimentou R$ 267,01 milhões em Campo Grande, resultado impulsionado principalmente pela produção de madeira em tora.
Em 2025, o valor da produção ficou em R$ 65,92 milhões, com produção de aproximadamente 277,7 mil metros cúbicos de madeira em tora.
A diferença entre os dois anos está relacionada aos ciclos de plantio e colheita das florestas. Dessa forma, a redução do valor anual da produção não significa necessariamente diminuição da atividade, uma vez que a própria área plantada continuou avançando.
Outros segmentos apresentaram crescimento. A produção de carvão vegetal proveniente da silvicultura passou de 5.731 toneladas em 2023 para 7.496 toneladas em 2025.
No mesmo período, a produção de lenha proveniente de florestas plantadas aumentou de 29.745 para 37.984 metros cúbicos.
Cadeia envolve indústria, logística e serviços
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a ampliação das áreas plantadas pode fortalecer diferentes setores da economia.
“A expansão da área de florestas plantadas amplia o potencial de Campo Grande dentro de uma cadeia produtiva que envolve produção rural, indústria, logística, serviços e geração de valor”, afirmou.
O cenário estadual contribui para essa perspectiva. Em 2025, Mato Grosso do Sul ultrapassou 1,89 milhão de hectares cultivados com eucalipto, paralelamente à implantação e ampliação de projetos industriais ligados principalmente à produção de celulose.
A posição geográfica de Campo Grande, associada à estrutura de transporte, comércio e prestação de serviços, pode favorecer a participação da Capital nas cadeias produtivas ligadas ao setor florestal em diferentes regiões do Estado.
Extrativismo mantém participação complementar
Enquanto as florestas plantadas avançaram, a extração vegetal de espécies nativas manteve participação complementar na economia municipal.
O valor da produção extrativista foi de R$ 2,14 milhões em 2023, avançou para R$ 3,11 milhões em 2024 e ficou em R$ 2 milhões em 2025. Os valores estão relacionados principalmente à produção autorizada de carvão vegetal e madeira em tora de origem nativa.
Os indicadores mostram uma transformação gradual da matriz produtiva de Campo Grande, com maior participação da silvicultura e possibilidade de integração da Capital ao crescimento da cadeia florestal de Mato Grosso do Sul.
Além do fornecimento de matéria-prima para atividades industriais e energéticas, as florestas plantadas podem contribuir para atender à demanda por madeira proveniente de áreas produtivas manejadas, reduzindo a necessidade de utilização de recursos provenientes da vegetação nativa.
Da redação Mídia News Campo Grande





