
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia o ano de 2026 sob críticas ao ampliar o cerco sobre a renda de trabalhadores informais em todo o país. Medidas anunciadas nas primeiras semanas do ano reforçam a fiscalização, o cruzamento de dados e a cobrança de contribuições sobre atividades que, até então, operavam à margem do sistema formal.
Segundo integrantes da equipe econômica, o objetivo declarado é aumentar a arrecadação, reduzir a informalidade e equilibrar as contas públicas. Na prática, porém, ambulantes, motoristas de aplicativo, pequenos prestadores de serviço e trabalhadores por conta própria afirmam sentir o peso de novas exigências, taxas e riscos de autuação, justamente em um cenário de custo de vida elevado e crescimento econômico limitado.
Especialistas alertam que o avanço do Estado sobre esse segmento pode gerar efeitos colaterais indesejados, como a redução da renda disponível, a migração para atividades ainda mais precárias e o desestímulo ao empreendedorismo de sobrevivência, realidade de milhões de brasileiros. Entidades representativas afirmam que a informalidade não é escolha, mas consequência da falta de empregos formais e da alta carga tributária.
No Congresso Nacional, parlamentares da oposição acusam o Palácio do Planalto de “penalizar quem produz sem proteção” e de tratar o trabalhador informal como fonte imediata de arrecadação. Já aliados do governo defendem que as medidas promovem justiça fiscal e ampliam o acesso futuro a benefícios previdenciários.
Enquanto o debate se intensifica, trabalhadores informais relatam insegurança e incerteza sobre o futuro. Para muitos, 2026 começa com a sensação de que o aperto fiscal chegou primeiro justamente a quem tem menos margem para absorver novos custos.
Da redação Mídia News





