
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser alvo de duras críticas após manifestação oficial em que defendeu a “soberania iraniana” diante de um massacre ocorrido no país do Oriente Médio. Para opositores e organizações de direitos humanos, a posição brasileira teria minimizado a gravidade das mortes e soado como condescendência com um regime acusado de repressão violenta contra civis.
Em nota, o Itamaraty destacou a importância do respeito à soberania e à não intervenção, princípio tradicional da diplomacia brasileira. O posicionamento, no entanto, foi interpretado por críticos como insuficiente diante das denúncias de uso excessivo da força e de violações sistemáticas de direitos humanos por parte das autoridades iranianas.
Parlamentares da oposição afirmaram que o governo deveria ter condenado de forma explícita o massacre e cobrado investigação independente. “Não se trata de ingerência, mas de defender a vida e os direitos fundamentais”, disse um senador. Deputados também anunciaram requerimentos de explicações ao Ministério das Relações Exteriores.
Entidades civis e organizações internacionais ressaltaram que o Brasil tem histórico de atuação em fóruns multilaterais em defesa dos direitos humanos e que a linguagem adotada na nota oficial destoa dessa tradição. Para especialistas em política externa, a declaração revela um dilema entre a política de não intervenção e a pressão por posicionamentos mais firmes em crises humanitárias.
Aliados do governo, por sua vez, argumentam que a diplomacia brasileira busca preservar canais de diálogo e evitar escaladas diplomáticas, defendendo soluções negociadas e o respeito ao direito internacional. Eles afirmam que a defesa da soberania não implica endosso a abusos.
O episódio reacende o debate sobre os limites da neutralidade diplomática em contextos de violência estatal e coloca o Planalto sob pressão para esclarecer se adotará tom mais contundente diante de novas informações sobre o caso.
Da redação Mídia News





