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Governo Lula reduz R$ 1 bilhão de programas sociais e gera críticas no Congresso

Farmácia Popular e Pé-de-Meia estão entre as ações atingidas por cortes no orçamento, em meio a ajustes fiscais e disputas políticas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um corte de aproximadamente R$ 1 bilhão em programas sociais considerados estratégicos, como o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia, medida que provocou reação imediata de parlamentares e entidades da sociedade civil. A decisão faz parte do esforço da equipe econômica para adequar as contas públicas às metas fiscais estabelecidas para 2026.

De acordo com informações do Ministério do Planejamento, os ajustes atingem diferentes áreas e buscam readequar despesas diante da frustração de receitas e do aumento de gastos obrigatórios. No caso do Farmácia Popular, o programa garante medicamentos gratuitos ou com desconto para milhões de brasileiros, especialmente idosos e pessoas de baixa renda. Já o Pé-de-Meia é voltado ao incentivo à permanência de estudantes no ensino médio, com repasses financeiros condicionados à frequência escolar.

Parlamentares da oposição afirmam que o corte compromete políticas públicas essenciais e penaliza justamente a população mais vulnerável. “É contraditório reduzir recursos de programas sociais enquanto o governo amplia gastos em outras áreas”, criticou um deputado do PL. Integrantes da base aliada, por sua vez, defendem que o ajuste é necessário para manter o equilíbrio fiscal e evitar bloqueios ainda maiores no futuro.

Em nota, o governo afirmou que a revisão orçamentária não significa o fim dos programas e que os ministérios envolvidos trabalham para minimizar os impactos à população. A equipe econômica também sinalizou que novas recomposições podem ser avaliadas ao longo do ano, caso haja melhora no cenário de arrecadação.

Especialistas em políticas públicas alertam que cortes em programas de saúde e educação tendem a ter efeito direto no bem-estar social e podem ampliar desigualdades. “São políticas que funcionam como rede de proteção. Qualquer redução precisa ser muito bem justificada e compensada”, avaliou um economista ouvido pela reportagem.

A discussão sobre os cortes deve ganhar novos capítulos no Congresso, onde parlamentares já articulam emendas e propostas para recompor parte dos recursos retirados. O tema também deve pesar no debate político, em um momento em que o governo busca manter apoio popular e estabilidade na base aliada.

Da redação Mídia News

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