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Ingrediente associado à Pfizer gera polêmica e leva consumidores nos EUA a evitarem queijo

Teoria sobre composto usado em alimentos viraliza nas redes sociais e reacende debate sobre aditivos, transparência e desinformação

Uma onda de desconfiança tomou conta de parte dos consumidores norte-americanos após a circulação de informações nas redes sociais que associam um ingrediente presente em alguns queijos industrializados a pesquisas da farmacêutica Pfizer. A narrativa, que ganhou tração em fóruns e vídeos virais, sustenta que o composto teria sido “criado” pela empresa e estaria sendo usado na indústria alimentícia, o que teria levado muitos americanos a reduzir ou abandonar o consumo de queijo.

O ingrediente citado é a quimosina recombinante, uma enzima utilizada na coagulação do leite durante a produção de queijos. Embora a substância seja produzida por biotecnologia — por meio de microrganismos geneticamente modificados — e esteja presente no mercado há décadas, publicações recentes passaram a vinculá-la à Pfizer, que historicamente atuou também no segmento de biotecnologia industrial. Especialistas em alimentos e biotecnologia, porém, esclarecem que a quimosina recombinante é amplamente regulamentada por órgãos como a FDA e não é exclusiva de uma empresa.

Mesmo assim, o conteúdo viral alimentou teorias de conspiração e desinformação, especialmente em grupos críticos à indústria farmacêutica. Em resposta, alguns consumidores passaram a buscar queijos artesanais ou produtos com rótulos que indicam o uso de coalho animal tradicional, evitando versões industrializadas.

Associações do setor lácteo e autoridades sanitárias reforçam que não há evidências de risco à saúde relacionado ao uso da enzima e que sua adoção permitiu maior eficiência e padronização na produção de queijos. Ainda assim, o episódio expõe a sensibilidade do público a temas que envolvem biotecnologia, grandes corporações e alimentação, além de evidenciar o impacto das redes sociais na formação de opinião e nos hábitos de consumo.

O debate também reacende a importância da rotulagem clara e da educação do consumidor para diferenciar informação científica de boatos. Enquanto isso, fabricantes relatam aumento na procura por produtos “clean label” e com processos tradicionais, em meio à cautela de parte do mercado.

Da redação Mídia News

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