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Júlia Zanatta cobra explicações do governo sobre exonerações no IBGE

Requerimento enviado ao Ministério do Planejamento questiona impacto das saídas na autonomia técnica e na produção de dados oficiais

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou um requerimento ao Ministério do Planejamento e Orçamento solicitando esclarecimentos sobre exonerações e pedidos de desligamento registrados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1º de janeiro de 2025.

O documento foi encaminhado à ministra Simone Tebet e pede o levantamento detalhado do “quantitativo total de exonerações e de pedidos de exoneração ocorridos no IBGE”, incluindo informações como datas, cargos ocupados, unidades administrativas, atos oficiais e autoridades responsáveis pelas decisões.

Questionamentos sobre governança

Além dos números, a parlamentar solicita esclarecimentos sobre eventuais medidas adotadas pela administração do IBGE para garantir a integridade institucional. Entre os pontos levantados, estão possíveis ações preventivas ou corretivas relacionadas à governança, com o objetivo de identificar eventual pressão institucional, ingerência indevida ou comprometimento da autonomia técnica do órgão.

O requerimento também questiona se houve orientações — formais ou informais — que possam ter influenciado a produção, revisão, validação ou divulgação de dados estatísticos, especialmente aqueles de maior impacto econômico.

Na justificativa, Júlia Zanatta destaca que o IBGE exerce uma função estratégica para o Estado brasileiro, sendo responsável por dados que orientam políticas públicas e decisões econômicas. Segundo ela, a credibilidade dessas informações depende diretamente da autonomia técnica, da estabilidade administrativa e da proteção dos servidores especializados.

Possível omissão institucional

O documento argumenta ainda que uma eventual concentração de desligamentos em áreas técnicas críticas pode indicar a necessidade de avaliação do ambiente institucional. Para a deputada, a ausência de apuração adequada pode caracterizar falhas de governança, fragilidade nos controles internos ou até omissão institucional.

Ao final, a parlamentar afirma que o pedido não questiona o direito individual dos servidores de deixarem seus cargos, mas busca esclarecer se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou medidas para assegurar a preservação da autonomia técnica do IBGE e a credibilidade da produção estatística nacional.

Até o momento, o Ministério do Planejamento e Orçamento não se manifestou publicamente sobre o requerimento.

Da redação Mídia News

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