
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que a tentativa de aliados do bolsonarismo de desviar o foco das investigações envolvendo o Banco Master não teve sucesso e permanece restrita a um círculo político sem repercussão social. A declaração foi feita por meio de publicação nas redes sociais, na qual o parlamentar comentou o andamento das apurações e os desdobramentos políticos do caso.
Segundo Lindbergh, a movimentação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teria como objetivo central afastar a atenção pública das investigações em curso. No entanto, de acordo com ele, a estratégia não prosperou. “Não conseguiram. Essa caminhada deles está presa à bolha deles, não furou a bolha da bolha deles”, escreveu.
O parlamentar também mencionou a proximidade entre Nikolas Ferreira e integrantes da família Vorcaro, ligada ao Banco Master. De acordo com Lindbergh, há registros de contato entre o deputado e representantes do grupo, além de conexões políticas e religiosas que envolveriam lideranças da Igreja da Lagoinha e figuras apontadas como financiadoras de campanhas eleitorais da direita. Entre os nomes citados está o empresário Fabiano Zettel, descrito como um dos maiores doadores individuais das campanhas de Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Na avaliação do líder do PT, as investigações não se limitarão a personagens isolados. Ele citou, como exemplo, o caso do Rio de Janeiro, onde o fundo de previdência estadual teria adquirido cerca de R$ 970 milhões em títulos considerados problemáticos do Banco Master. Segundo ele, a operação ocorreu sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o que levanta suspeitas sobre a responsabilidade de gestores e autoridades envolvidas. “Não foi só técnico. Vai aparecer o nome de todo mundo”, afirmou.
Lindbergh atribuiu ao governo federal a decisão de aprofundar investigações contra setores que classificou como o “andar de cima do crime organizado”. Ele destacou a atuação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e do Banco Central, além de operações como a Carbono Oculto, que, segundo ele, atingiu ramificações do crime organizado no sistema financeiro.
O deputado também criticou a tentativa de pautar a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a proposta já foi rejeitada pela sociedade. De acordo com ele, pesquisas indicariam que mais de 60% da população é contrária à medida. “Essa pauta já está derrotada”, declarou.
Por fim, Lindbergh afirmou que a oposição carece de propostas concretas e contrastou esse cenário com ações do governo federal, como a previsão de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “Eles não conseguem falar da vida do povo”, concluiu.
Da redação Mídia News





