
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu adotar uma postura cautelosa diante do aumento da tensão entre Estados Unidos e Venezuela, evitando declarações públicas sobre o impasse diplomático que ganhou força nos últimos dias. De acordo com integrantes do governo, a orientação é manter o Brasil distante de provocações e concentrado em esforços de mediação regional, caso seja solicitado.
A escalada entre Washington e Caracas envolve disputas políticas, sanções e acusações mútuas sobre interferências internas. Apesar da pressão de aliados internacionais para que o Brasil se posicione, o Palácio do Planalto avalia que qualquer manifestação pode ser interpretada como alinhamento automático a um dos lados — algo que Lula tenta evitar desde o início de seu mandato, privilegiando uma imagem de equilíbrio e diálogo.
Assessores afirmam que o presidente acompanha o caso de perto, sobretudo pelos possíveis reflexos econômicos e migratórios na América do Sul. Entretanto, a ordem é não comentar publicamente até que o cenário esteja mais claro ou que haja um movimento coordenado da diplomacia latino-americana.
Enquanto isso, o Itamaraty continua monitorando a situação e reforçando que a prioridade do Brasil é a estabilidade regional e a preservação de canais diplomáticos abertos entre todos os países envolvidos.
Da redação Mídia News

