O presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para concluir seu mandato com o maior déficit nominal já registrado desde a implantação do Plano Real, em 1994. O dado, que considera o resultado negativo das contas públicas somando despesas, receitas e o pagamento de juros da dívida, tem ampliado o debate sobre a sustentabilidade fiscal do país e os rumos da política econômica.
O aumento expressivo do déficit é atribuído a uma combinação de fatores, como a elevação dos gastos obrigatórios, a ampliação de programas sociais, o crescimento das despesas com juros e a dificuldade do governo em ampliar receitas no ritmo necessário para equilibrar as contas. Analistas avaliam que, apesar de esforços para recompor a arrecadação, o desequilíbrio fiscal permaneceu elevado ao longo do período.
Especialistas alertam que um déficit nominal elevado tende a pressionar a dívida pública, afetar a confiança dos investidores e limitar a capacidade de investimento do Estado nos próximos anos. O cenário reforça discussões no Congresso e no mercado sobre a necessidade de ajustes fiscais mais consistentes e de reformas estruturais para garantir maior previsibilidade às contas públicas.
O governo, por sua vez, tem defendido que parte do resultado reflete escolhas voltadas à retomada do crescimento econômico e à proteção social, argumentando que o impacto fiscal precisa ser analisado em conjunto com os efeitos sobre a economia e o emprego.
Da redação Mídia News




