Em tom informal, o presidente disse que gosta do que chamou de “inferno na Terra” e relatou que tenta fazer um “acordo com Deus” para permanecer vivo. Segundo Lula, sua permanência estaria ligada à missão de seguir governando e enfrentando problemas sociais do Brasil.
“Eu me determinei viver até 120 anos de idade. Estou tentando fazer um acordo com Deus, dizendo: ‘Eu não quero. Vai levando outro, deixa eu aqui. Deixa eu aqui nesse martírio, nesse inferno da Terra, porque eu gosto tanto dele que eu não quero ir para o céu. Eu quero ficar aqui’”, afirmou o presidente, arrancando reações diversas do público presente.
Durante o discurso, Lula também se dirigiu diretamente ao deputado federal e pastor Sargento Isidório, que estava no palco, pedindo orações para que pudesse continuar vivo e no comando do país. “Pastor, me ajuda a ficar aqui. Faça suas preces para eu ficar aqui”, disse.
Na sequência, o presidente justificou suas declarações afirmando que ainda possui compromissos com a população mais pobre. Segundo ele, deixar o cargo neste momento significaria abandonar projetos e ações voltadas à redução das desigualdades sociais. Lula afirmou, novamente, que pede a Deus para permanecer governando enquanto houver demandas sociais urgentes.
O evento integrou as ações do Novo PAC Saúde e contou com a entrega de ambulâncias do Samu, equipamentos hospitalares e o anúncio de novos investimentos. De acordo com o governo federal, os recursos destinados à área da saúde na Bahia somam cerca de R$ 345 milhões.
Estiveram presentes na cerimônia os ministros Rui Costa, Alexandre Padilha e Esther Dweck, além do governador Jerônimo Rodrigues e dos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar.
As falas do presidente repercutiram nas redes sociais e no meio político pelo tom descontraído e pelas referências religiosas feitas em um evento institucional do governo federal.
Da redação Mídia News





