O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reunião reservada com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na véspera da abertura do ano do Judiciário. O encontro, realizado fora da agenda oficial, foi revelado pela jornalista Monica Bergamo e gerou repercussão nos bastidores políticos e jurídicos em Brasília.
Segundo as informações divulgadas, a reunião teria ocorrido em caráter informal e sem registro público prévio. A oposição classificou o grupo de participantes como “consórcio”, sugerindo alinhamento entre integrantes do Executivo e da Corte. O conteúdo integral das discussões não foi oficialmente detalhado, o que contribuiu para críticas quanto à transparência do encontro.
Entre os temas abordados estaria o chamado Código de Conduta em debate no STF. A proposta é liderada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que, de acordo com relatos divulgados na imprensa, não teria participado da reunião. Informações atribuídas a ministros contrários à iniciativa indicam que Lula teria feito ponderações sobre o momento considerado adequado para a eventual implementação das novas regras internas.
O episódio também incluiu relatos de que o presidente teria feito críticas ao ministro Dias Toffoli durante a conversa. No entanto, não houve confirmação oficial sobre o teor exato das declarações, tampouco esclarecimentos sobre outros temas mencionados em reportagens, como discussões relacionadas a escritórios de advocacia e possíveis conflitos institucionais.
No dia seguinte ao encontro, durante a cerimônia de abertura do ano da Justiça, observadores apontaram que trechos do discurso presidencial apresentaram semelhanças com manifestações anteriores dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. A coincidência alimentou interpretações sobre eventual alinhamento discursivo entre os Poderes, embora não haja confirmação de coordenação formal.
A realização de reuniões entre chefes de Poder é prevista dentro da dinâmica institucional brasileira. Contudo, o caráter reservado do encontro e a proximidade com a abertura oficial dos trabalhos do Judiciário ampliaram o debate sobre limites institucionais, transparência e independência entre Executivo e Judiciário.
Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem o STF divulgaram nota detalhando oficialmente os pontos discutidos na reunião.
Da redação Mídia News




