
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou linguagem chula durante discurso proferido neste sábado (7), em um ato que marcou o encerramento das comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores. O evento foi realizado na Bahia e reuniu militantes históricos, dirigentes partidários e lideranças políticas.
Ao relembrar os primeiros anos da legenda, Lula destacou que o PT nasceu a partir da organização dos trabalhadores e era conduzido majoritariamente por eles. Segundo o presidente, nos primórdios do partido havia forte resistência à entrada de pessoas consideradas fora do perfil social predominante, o que incluía pequenos comerciantes e empresários.
Durante o discurso, Lula citou que, naquele período, até mesmo donos de bares que demonstravam interesse em se filiar à legenda eram vistos com desconfiança. A fala foi utilizada para ilustrar o rigor ideológico que marcava a fundação do partido, em um contexto de forte mobilização sindical e crítica ao que era considerado comportamento burguês.
Em outro momento, ao narrar debates internos envolvendo militantes históricos e estudantes universitários ligados a instituições como a USP e a PUC, o presidente se exaltou ao comentar discussões sobre a definição estratégica do partido. Foi nesse trecho que Lula recorreu a palavrões para expressar, de forma enfática, sua falta de familiaridade, à época, com conceitos teóricos utilizados nos debates políticos.
A declaração ocorreu diante do público presente e foi registrada em vídeos que circularam nas redes sociais após o evento. A repercussão foi imediata, sobretudo pelo fato de o presidente ter utilizado linguagem considerada inadequada em um discurso oficial, ainda que realizado em um ambiente partidário e voltado à militância.
O uso de palavrões por Lula não é inédito em sua trajetória política, mas volta a gerar debate sobre o tom adotado pelo chefe do Executivo em eventos públicos. Aliados minimizam o episódio, afirmando que o discurso teve caráter informal e buscou resgatar memórias da fundação do partido. Já críticos apontam que a postura não condiz com a liturgia do cargo presidencial.
As falas continuam repercutindo entre apoiadores e opositores, reforçando discussões sobre estilo, comunicação política e o papel simbólico da presidência da República em eventos partidários.
Da redação Mídia News





