
O governo anunciou a elevação de tributos incidentes sobre painéis solares e carros elétricos, com previsão de aumento que pode chegar a até 36% ao longo de 2026. A decisão faz parte de uma revisão da política fiscal aplicada a produtos considerados estratégicos nos últimos anos e marca uma mudança na condução dos incentivos à chamada economia verde.
De acordo com o planejamento divulgado, a alta será implementada de forma progressiva, afetando tanto equipamentos de geração de energia solar quanto veículos elétricos importados e, em alguns casos, componentes utilizados na produção nacional. A justificativa oficial é a necessidade de recompor a arrecadação e estimular a indústria local, reduzindo a dependência de produtos estrangeiros.
A medida, no entanto, provocou críticas imediatas de representantes do setor de energia renovável e da indústria automotiva. Para especialistas, o aumento de impostos pode encarecer projetos de energia solar residencial e empresarial, além de frear o crescimento do mercado de carros elétricos, que vinha registrando expansão significativa nos últimos anos.
Entidades ligadas ao meio ambiente também demonstraram preocupação, argumentando que a elevação tributária vai na contramão de compromissos ambientais e pode atrasar metas de redução de emissões. Já o governo sustenta que os incentivos não serão eliminados por completo e que haverá políticas de transição para mitigar impactos mais severos.
O tema deve seguir em debate no Congresso e entre representantes do setor produtivo, que pressionam por ajustes ou prorrogação dos benefícios atuais, alegando riscos para investimentos e para a geração de empregos ligados às tecnologias limpas.
Da redação Mídia News




