O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o aumento de 25% no imposto de importação sobre produtos eletrônicos, anunciado pelo governo federal. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como “falta de vergonha na cara”, destacando possíveis impactos diretos no bolso dos consumidores.
A decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge cerca de mil itens, incluindo smartphones, televisores e componentes de informática. A medida integra uma estratégia voltada à proteção da indústria nacional, mas tem gerado repercussão negativa em setores ligados à tecnologia.
Impacto no consumo e no setor tecnológico
Segundo Nikolas Ferreira, o aumento das tarifas deve provocar elevação imediata nos preços de produtos eletrônicos, reduzindo o acesso da população à tecnologia. O deputado destacou que o público gamer tende a ser um dos mais afetados.
Itens como placas de vídeo, processadores e jogos — fundamentais para esse segmento — devem sofrer reajustes, dificultando a aquisição por parte de consumidores e profissionais que dependem desses equipamentos.
A repercussão tem sido significativa nas redes sociais, especialmente entre entusiastas de tecnologia, que apontam preocupação com a alta nos custos e possível retração no consumo.
Comparação com políticas anteriores
O parlamentar também comparou o cenário atual com o período do governo de Jair Bolsonaro. De acordo com ele, durante a gestão anterior houve redução de tarifas sobre eletrônicos importados, o que teria facilitado o acesso da população a esses produtos.
Para Nikolas, a nova política representa um retrocesso no incentivo ao consumo e na modernização tecnológica, ao elevar custos em um setor considerado estratégico.
Debate sobre proteção à indústria nacional
O governo federal defende que o aumento do imposto busca fortalecer a indústria nacional, incentivando a produção interna e reduzindo a dependência de produtos importados.
No entanto, Nikolas Ferreira contesta essa justificativa. Na avaliação do deputado, a medida não garante fortalecimento da indústria e acaba transferindo o custo diretamente ao consumidor final, com impacto nos preços e no poder de compra.
O tema deve continuar em debate nos próximos dias, com possíveis repercussões no Congresso Nacional e entre representantes do setor produtivo.
Da redaçãoMídia News





