
Pesquisas recentes têm chamado a atenção para uma possível relação entre o chamado “ombro congelado” — condição médica conhecida como capsulite adesiva — e a menopausa. Estudos indicam que mulheres entre 45 e 60 anos, faixa etária em que ocorre a transição menopausal, apresentam maior incidência do problema, que causa dor intensa e limitação progressiva dos movimentos do ombro.
A capsulite adesiva é caracterizada pela inflamação da cápsula articular, levando ao enrijecimento da articulação e à perda de mobilidade. Embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida, especialistas apontam que fatores hormonais desempenham papel relevante nesse processo.
Durante a menopausa, há uma queda significativa nos níveis de estrogênio, hormônio que exerce funções importantes no organismo, incluindo a regulação de processos inflamatórios. A redução hormonal pode favorecer o surgimento de inflamações articulares e alterações nos tecidos conjuntivos, contribuindo para o desenvolvimento do ombro congelado.
Além disso, estudos sugerem que mulheres nessa fase também podem apresentar maior predisposição a doenças metabólicas, como diabetes e distúrbios da tireoide, que já são reconhecidamente fatores de risco para a capsulite adesiva. O conjunto dessas condições pode potencializar o aparecimento e a intensidade dos sintomas.
Os sinais mais comuns incluem dor persistente no ombro, dificuldade para levantar o braço, limitação para realizar atividades simples do dia a dia — como pentear o cabelo ou vestir-se — e rigidez articular progressiva. A condição costuma evoluir em três fases: dolorosa, de congelamento e, por fim, de recuperação, podendo durar meses ou até anos.
O tratamento envolve fisioterapia, uso de medicamentos anti-inflamatórios e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos mais invasivos. A intervenção precoce é fundamental para reduzir o tempo de recuperação e evitar sequelas funcionais.
Especialistas reforçam a importância de as mulheres estarem atentas aos sinais durante a menopausa e procurarem avaliação médica ao primeiro indício de dor ou limitação no ombro. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado podem garantir melhor qualidade de vida e recuperação mais eficiente.
Embora a relação entre menopausa e ombro congelado ainda esteja em investigação, as evidências crescentes indicam que fatores hormonais devem ser considerados tanto na prevenção quanto no tratamento da condição.
Da redação Mídia News



