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Polícias Científica e Penal coletam DNA de custodiados para reforçar investigações criminais em MS

Ação integrada em presídio de Campo Grande amplia banco nacional de perfis genéticos e fortalece produção de provas técnico-científicas

Uma operação conjunta entre a Polícia Científica e a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul resultou na coleta de aproximadamente 300 amostras de material biológico de custodiados na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande.

A ação, realizada no dia 30 de abril, foi coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e integrou a Operação Codesul Perfil Genético, que reúne esforços dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A iniciativa segue critérios legais previamente estabelecidos e tem como objetivo ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), ferramenta essencial para o cruzamento de informações genéticas em investigações criminais. As coletas são realizadas por meio de procedimento não invasivo e passam por etapas de análise laboratorial, validação técnica e inserção na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

O banco permite a comparação entre perfis genéticos de indivíduos cadastrados e vestígios biológicos encontrados em locais de crime ou em vítimas. Esse processo possibilita identificar conexões entre ocorrências distintas, apontar possíveis autores e fortalecer a produção de provas periciais.

No âmbito estadual, a Polícia Penal foi responsável pela triagem e organização dos custodiados aptos à coleta, enquanto a Polícia Científica conduziu os procedimentos técnicos por meio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF). Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, a logística dentro do sistema prisional é fundamental para garantir a segurança e a eficiência da operação.

Já a diretora do IALF, perita criminal Josemirtes Prado da Silva, destacou que a qualidade dos perfis inseridos amplia significativamente a capacidade investigativa. “Cada novo dado contribui para estabelecer vínculos entre crimes e abrir novas frentes de apuração”, afirmou.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 5.034 perfis genéticos cadastrados na área criminal, sendo a maioria de pessoas condenadas. Os dados representam cerca de 40% da população prisional condenada no estado. A base também inclui perfis oriundos de vestígios, identificações criminais e decisões judiciais.

Até novembro de 2025, o uso do banco genético já havia contribuído para 88 investigações no estado, com dezenas de coincidências identificadas entre vestígios e indivíduos cadastrados. Em nível nacional, o sistema reúne mais de 272 mil perfis, com milhares de investigações auxiliadas.

A ampliação contínua desse banco reforça o uso da ciência como aliada no combate à criminalidade, dentro dos limites legais e com rigor técnico, contribuindo para maior eficiência nas investigações e na instrução de processos judiciais.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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