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Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

Medida do governo federal prevê redução temporária no preço do combustível com divisão de custos entre União e estados

A proposta do governo federal para subsidiar o diesel importado já conta com a adesão de 25 das 27 unidades da federação, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda. A iniciativa faz parte de um pacote emergencial para conter a alta dos combustíveis no país, pressionados pelo cenário internacional, especialmente tensões no Oriente Médio.

De caráter temporário, o subsídio prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido inicialmente por dois meses. O custo será dividido igualmente entre a União e os estados participantes, sendo R$ 0,60 arcados pelo governo federal e os outros R$ 0,60 pelas administrações estaduais.

A adesão ao programa é voluntária, e apenas dois estados ainda não confirmaram participação. O governo federal segue em negociação para ampliar a adesão e uniformizar os efeitos da medida em todo o território nacional.

O impacto fiscal estimado para essa política é de aproximadamente R$ 4 bilhões em dois meses, sendo metade custeada pela União e metade pelos estados. A proposta integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à redução dos preços de combustíveis, que inclui também subsídios ao diesel produzido no Brasil e incentivos tributários.

Além do diesel importado, o governo anunciou um subsídio adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel nacional, com custo estimado em R$ 6 bilhões no mesmo período, bancado integralmente pelo governo federal. A estratégia busca equilibrar o mercado interno e evitar distorções entre combustíveis importados e produzidos no país.

Segundo a equipe econômica, as medidas têm como objetivo conter o impacto da inflação sobre o transporte e a cadeia produtiva, já que o diesel é um insumo essencial para logística e abastecimento. O governo também aposta em receitas extraordinárias do setor de petróleo para compensar os gastos com os subsídios.

Especialistas, no entanto, apontam que o sucesso da política dependerá da manutenção dos preços internacionais do petróleo em níveis elevados. Caso haja queda nas cotações, a arrecadação pode diminuir, enquanto os custos do subsídio permanecem.

A medida ainda poderá ser prorrogada por mais dois meses, a depender das condições do mercado e da evolução dos preços dos combustíveis no cenário global.

Da redação Mídia News

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