Partidos de esquerda, entre eles o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), promoveram nesta quarta-feira (28) manifestações em diversas cidades brasileiras em defesa do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O casal está detido nos Estados Unidos, onde responde a acusações que incluem narcoterrorismo e participação em esquemas ligados ao tráfico internacional de drogas.
Os atos foram organizados por cerca de 30 entidades e movimentos sociais e ocorreram em pelo menos doze capitais e cidades de médio porte. Apesar da mobilização nacional, a adesão popular foi considerada baixa. Em São Paulo, principal ponto de concentração, o protesto ocorreu no fim da tarde em frente ao Theatro Municipal, reunindo um público reduzido em comparação a outras manifestações recentes de cunho político.
Durante os atos, manifestantes exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem pedindo a libertação de Maduro, além de críticas diretas aos Estados Unidos e ao presidente norte-americano, Donald Trump. Os organizadores classificaram a prisão como uma “intervenção imperialista” e afirmaram que a ação representa violação da soberania venezuelana.
A prisão do ex-líder venezuelano ocorreu no início de janeiro, durante uma operação conduzida por forças norte-americanas em território da Venezuela. Após a detenção, Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde passaram por audiência de custódia e seguem presos enquanto aguardam o andamento do processo judicial.
As acusações contra o casal incluem crimes considerados graves pela Justiça dos Estados Unidos, como narcoterrorismo, associação criminosa e envolvimento com organizações ligadas ao tráfico internacional. As denúncias reforçam o histórico de críticas ao regime venezuelano, frequentemente apontado por organismos internacionais como responsável por violações sistemáticas de direitos humanos, repressão a opositores políticos e censura à imprensa.
No Brasil, as manifestações provocaram reações negativas de setores políticos e da sociedade civil, que criticaram o apoio a um governo classificado como autoritário. Para esses críticos, os atos promovidos por PT e PSOL representam uma tentativa de relativizar crimes graves e de defender um regime marcado por perseguições, prisões arbitrárias e colapso institucional.
Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou oficialmente sobre os protestos, limitando-se a defender, em notas anteriores, o respeito ao direito internacional e à autodeterminação dos povos.
Da redação Mídia News





