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Senadores intensificam articulação por impeachment de Dias Toffoli no STF

Crescimento de assinaturas no Congresso pressiona presidência do Senado a analisar pedido de afastamento do ministro

O movimento político para abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ganhou força nos últimos dias no Congresso Nacional. A articulação envolve senadores e deputados que buscam ampliar o número de assinaturas em apoio ao pedido, ao mesmo tempo em que pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento à tramitação.

A mobilização ocorre mesmo após o afastamento de Toffoli da relatoria da investigação relacionada à compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A decisão, anunciada recentemente, não foi suficiente para conter as críticas de parlamentares, que defendem a apuração mais aprofundada de possíveis irregularidades envolvendo o ministro.

Entre os principais defensores do impeachment está o senador Styvenson Valentim (PSDB-RN). Segundo ele, informações levantadas pela Polícia Federal (PF) justificariam a abertura do processo. O parlamentar sustenta que há elementos suficientes para questionar a permanência de Toffoli no cargo, citando supostas conexões entre o ministro e pessoas ligadas ao caso investigado.

A pressão aumentou após a divulgação de um relatório da Polícia Federal encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. O documento menciona mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que teve liquidação decretada pelo Banco Central. As investigações apontam possíveis relações entre Vorcaro e Toffoli, incluindo negociações envolvendo um empreendimento no Paraná.

Apesar das suspeitas levantadas, a defesa do ministro nega qualquer irregularidade. Em nota oficial, o gabinete de Toffoli afirmou que ele não recebeu valores indevidos e que todas as transações comerciais envolvendo participação em um resort foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Mesmo com o avanço das articulações, há ceticismo entre parlamentares quanto à possibilidade de o pedido prosperar no Senado. O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que manifestou intenção de aderir ao movimento, avaliou que dificilmente a proposta será levada à votação.

Para que um ministro do STF seja afastado definitivamente, são necessários ao menos 54 votos favoráveis no Senado, o equivalente a dois terços da Casa. O cenário atual indica que, embora a pressão política esteja em crescimento, o desfecho do caso ainda permanece incerto.

Da redação Mídia News

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