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Sob chuva intensa, manifestantes se reúnem em Brasília para ato “Acorda, Brasil”

Protesto na Praça do Cruzeiro marca chegada de caminhada liderada por Nikolas Ferreira e reúne pautas políticas, econômicas e institucionais

Mesmo sob chuva forte, milhares de manifestantes chegaram a Brasília neste domingo (data do ato) para participar do protesto intitulado “Acorda, Brasil”. A mobilização ocorreu na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, a cerca de seis quilômetros da Praça dos Três Poderes, e marcou o encerramento da caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Apesar das condições climáticas adversas, grupos começaram a se concentrar ainda nas primeiras horas do dia, demonstrando adesão ao movimento. A caminhada teve início de forma simbólica, após compromissos do parlamentar em Minas Gerais, e ganhou repercussão nacional à medida que passou a ser divulgada nas redes sociais. Com o avanço do trajeto, apoiadores de diferentes regiões do país se juntaram ao grupo, ampliando o alcance do ato.

A manifestação ocorreu em um contexto de forte polarização política e reuniu diversas pautas. Entre elas, críticas ao Judiciário, especialmente a decisões do Supremo Tribunal Federal, com menções diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os participantes alegaram excessos, insegurança jurídica e concentração de poder, além de questionarem investigações e julgamentos recentes.

Outro ponto de destaque foi a defesa da liberdade de expressão. Manifestantes afirmaram haver perseguição política e censura a cidadãos, comunicadores e lideranças conservadoras. O discurso também incluiu denúncias de abusos de autoridade e pedidos por maior equilíbrio entre os Poderes da República.

No campo econômico, os participantes demonstraram preocupação com o aumento dos gastos públicos e com o cenário fiscal do país. Foram citadas projeções de déficit elevado e críticas à condução da política econômica federal. A pauta da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 também esteve presente, com pedidos de revisão de decisões e alegações de falta de individualização das penas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi alvo de críticas durante o ato. Manifestantes responsabilizaram a atual gestão pelo crescimento da dívida pública e por políticas consideradas incompatíveis com o equilíbrio das contas públicas.

A concentração na Praça do Cruzeiro consolidou o ato como uma das principais manifestações políticas recentes, reunindo diferentes bandeiras em meio à chuva intensa que marcou a chegada dos participantes à capital federal.

Da redação Mídia News

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