
Um soldado do Exército Brasileiro — identificado como Kelvin Barros da Silva, 21 anos — confessou ter matado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, dentro das dependências do batalhão onde ambos serviam.
Kelvin está lotado no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), tradicionalmente conhecido como Dragões da Independência — unidade histórica encarregada da segurança do presidente da República, atualmente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o crime ocorreu após uma briga motivada por um relacionamento extraconjugal entre os militares. A cabo teria exigido que o soldado encerrasse outro relacionamento e assumisse o compromisso com ela. Durante a discussão, ela sacou a própria arma de fogo; o suspeito tentou imobilizá-la — e nesse momento teria alcançado uma faca militar que ela carregava e desferido um golpe fatal no pescoço da vítima.
Após o crime, o soldado teria ateado fogo na área onde funciona a fanfarra do batalhão, utilizando álcool e isqueiro, numa tentativa de destruir vestígios. Ele fugiu levando a pistola da vítima e, posteriormente, se desfazendo dela, conforme a investigação.
Kelvin não possuía antecedentes criminais até o momento. Ele está detido no serviço de guarda do Exército e deve responder por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual — crimes que, somados, podem resultar em até 54 anos de prisão, se condenado em todas as acusações.
Da redação Mídia News




