
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que poderá adotar “medidas duras” contra o Irã caso o regime de Teerã leve adiante o enforcamento de um manifestante preso durante os recentes protestos no país. Em declaração divulgada por sua equipe, Trump classificou a possível execução como uma “barbárie” e advertiu que o episódio não ficaria sem resposta.
Segundo ele, o enforcamento de opositores políticos representa uma violação grave dos direitos humanos e um sinal de que o governo iraniano estaria intensificando a repressão contra a população. “Se isso acontecer, haverá consequências. O mundo não pode assistir em silêncio enquanto civis são mortos por exercerem seu direito de protestar”, afirmou.
A ameaça de execução ocorre em meio a uma nova onda de manifestações no Irã, impulsionadas por denúncias de violência policial, prisões arbitrárias e restrições às liberdades individuais. Organizações internacionais de direitos humanos têm alertado para julgamentos sumários e falta de garantias legais aos detidos.
Analistas veem a declaração de Trump como parte de sua estratégia de política externa baseada em pressão máxima contra regimes considerados hostis aos Estados Unidos. Durante seu mandato, o republicano retirou o país do acordo nuclear com o Irã e impôs sanções econômicas severas, ampliando a tensão entre Washington e Teerã.
Até o momento, o governo iraniano não comentou as declarações do ex-presidente americano. Diplomatas europeus, por sua vez, pediram cautela e defenderam soluções diplomáticas para evitar uma escalada do conflito.
Da redação Mídia News





