
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comunicou oficialmente, neste domingo (14), sua renúncia ao mandato de deputada federal, em um ofício enviado à Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A decisão ocorre em meio a um processo que culminou na confirmação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da perda automática de seu mandato, após condenações criminais.
A parlamentar, que está detida na Itália desde julho, informou que deixava o cargo antes mesmo da formalização plena da perda de mandato determinada pela mais alta corte do país. A renúncia abre espaço para a posse do suplente da chapa, Adilson Barroso (PL-SP), convocado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que deve assumir a vaga ainda nesta segunda-feira (15).
A crise em torno do mandato teve início após decisões judiciais envolvendo a parlamentar, que foi condenada pelo STF a pena de prisão e considerada inelegível em virtude de sua participação em crimes, entre eles a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outras acusações graves. A Suprema Corte acabou por anular a votação da Câmara que anteriormente havia rejeitado a cassação, reafirmando que a perda de mandato deveria ser declarada de ofício pela Mesa Diretora.
A renúncia de Zambelli se insere no desfecho de um longo processo político e jurídico que incluiu ataques hacker, debates intensos no Parlamento e a intervenção direta do STF, além de repercussões nacionais sobre a integridade das instituições políticas e judiciais brasileiras.
Da redação Mídia News

