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Vereador aciona Ministério Público Eleitoral contra escola de samba por alusões a Lula

Parlamentar alega propaganda política irregular em desfile e pede investigação por possível violação da legislação eleitoral

Um vereador protocolou representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) contra uma escola de samba após identificar alusões ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante apresentação carnavalesca. Segundo o parlamentar, o conteúdo exibido no desfile configuraria propaganda política irregular em evento de caráter cultural e com ampla exposição pública.

De acordo com a denúncia, a agremiação teria utilizado símbolos, referências visuais e trechos do enredo que, na avaliação do vereador, extrapolam a liberdade artística e assumem conotação político-partidária, o que é vedado pela legislação eleitoral fora do período permitido e em espaços financiados, direta ou indiretamente, com recursos públicos.

“O Carnaval é manifestação cultural e não pode ser instrumentalizado para promoção de agentes políticos. A lei é clara quanto à vedação de propaganda fora do período eleitoral e em eventos custeados pelo poder público”, afirmou o vereador, em nota. Ele solicita que o MPE apure os fatos e, se confirmadas as irregularidades, adote as medidas cabíveis, que podem incluir multa e outras sanções.

Procurada, a escola de samba negou irregularidades e sustentou que o enredo possui caráter histórico e social, sem intenção de promover campanha eleitoral ou beneficiar qualquer candidatura. A agremiação também afirmou respeitar a legislação vigente e disse que prestará esclarecimentos às autoridades.

Especialistas em direito eleitoral explicam que a caracterização de propaganda irregular depende da análise do contexto, do conteúdo e da finalidade da manifestação. Caso fique comprovada a promoção direta de agente político ou partido, o responsável pode ser penalizado. O Ministério Público Eleitoral ainda não se manifestou oficialmente sobre a abertura de procedimento.

Ao longo dos últimos anos, episódios envolvendo manifestações políticas em eventos culturais têm gerado debates sobre os limites entre liberdade de expressão artística e o cumprimento das normas eleitorais, especialmente quando há utilização de recursos públicos ou patrocínios governamentais.

Da redação Mídia News

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