
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter fora do Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o herpes-zóster, doença causada pela reativação do vírus da catapora e que atinge principalmente idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. A medida tem gerado críticas de especialistas e de entidades da área da saúde, que defendem a ampliação do acesso à imunização.
Atualmente, a vacina mais moderna e eficaz contra o herpes-zóster é oferecida apenas na rede privada, com custos que podem ultrapassar R$ 1.500 pelo esquema completo, valor inacessível para grande parte da população. No SUS, não há previsão oficial de inclusão do imunizante no calendário nacional de vacinação, mesmo com o crescimento de registros da doença nos últimos anos.
O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, pode provocar dores intensas e prolongadas, além de complicações neurológicas graves. Segundo especialistas, a vacinação é a principal forma de prevenção, especialmente em pessoas acima de 50 anos e em pacientes com doenças crônicas.
Técnicos do Ministério da Saúde alegam que a incorporação de novas vacinas ao SUS depende de análises de custo-benefício e da disponibilidade orçamentária. No entanto, críticos afirmam que a exclusão do imunizante evidencia uma falha na política de prevenção, que acaba penalizando justamente os grupos mais vulneráveis.
Enquanto isso, países como Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia já incorporaram a vacina contra o herpes-zóster em seus sistemas públicos de saúde, ampliando a proteção da população idosa. No Brasil, a expectativa é que a pressão de entidades médicas e da sociedade civil leve o governo a reavaliar a decisão.
Da redação Mídia News





