Venezuela anuncia primeiras libertações de presos políticos
Medida é apresentada como gesto de paz pelo governo interino, mas número de libertados ainda não foi especificado

O governo da Venezuela anunciou nesta quinta-feira (8) as primeiras libertações de presos políticos, em uma iniciativa descrita pelas autoridades como um “gesto de paz” e parte de um movimento para reduzir tensões internas e responder a pressões internacionais pela situação dos detidos no país.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, declarou que um “número significativo” de venezuelanos e estrangeiros que estavam em prisões venezuelanas começou a ser libertado ainda hoje, embora não tenha detalhado quantas pessoas serão beneficiadas nem exatamente quem são os libertados. A ação ocorre no contexto político marcado pela mudança recente de liderança no país.
A expectativa de observadores e organizações de direitos humanos é de que entre os libertados possam estar ativistas e opositores do antigo regime, como a espanhola Rocío San Miguel, cuja detenção havia provocado críticas internacionais. Autoridades de Espanha confirmaram a libertação de cidadãos espanhóis entre os primeiros a deixar as prisões.
Organizações como a ONG venezuelana Foro Penal estimam que o país abriga centenas de detidos por motivos políticos, incluindo militares e civis detidos após as controvérsias das eleições de 2024 e a aguda crise institucional subsequente. A libertação em curso é vista por analistas como um passo importante, ainda que vivido com cautela por grupos de defesa dos direitos humanos, que pedem maior transparência e garantias jurídicas para os libertados.
Ao mesmo tempo, críticos sinalizam que sem uma reforma mais ampla no sistema judiciário e um acompanhamento internacional rigoroso, há o risco de que novas detenções substituam as libertações, fenômeno que entidades como Foro Penal já descreveram historicamente em crises políticas venezuelanas.
Da redação Mídia News





