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Casa Branca escolhe aliado crítico de Moraes para função estratégica sobre o Brasil

Nomeação de Darren Beattie sinaliza atenção dos EUA ao cenário político brasileiro e reacende debates sobre soberania e relações diplomáticas

O governo dos Estados Unidos, sob liderança do presidente Donald Trump, designou o cientista político Darren Beattie para uma função estratégica voltada à política norte-americana em relação ao Brasil. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira (27) e ocorre em meio a um contexto de tensões institucionais e debates sobre liberdade de expressão no país.

Beattie é conhecido por declarações públicas contundentes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem já classificou como “arquiteto da censura e perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Trajetória acadêmica e atuação internacional

Antes da nova designação, Beattie presidia o Instituto de Paz dos Estados Unidos, organização financiada pelo Congresso norte-americano com atuação em mediação de conflitos e promoção da estabilidade internacional. Ao longo da carreira, também integrou a equipe da Casa Branca como redator de discursos e assessor de políticas públicas.

Na área acadêmica, lecionou teoria política em instituições de prestígio como a Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e a Universidade Humboldt, em Berlim, na Alemanha.

Críticas ao STF e repercussão internacional

As declarações de Beattie sobre o Brasil ganharam maior visibilidade a partir de 2025. Em julho daquele ano, ao comentar sanções impostas pelos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes com base na Lei Global Magnitsky, afirmou que as medidas demonstravam que Trump levava “a sério o complexo de censura e perseguição no Brasil”.

A legislação citada permite a aplicação de sanções econômicas e restrições de visto a estrangeiros acusados de corrupção ou de violações de direitos humanos. Moraes integrou a lista de sancionados entre julho e dezembro de 2025.

Em agosto, Beattie intensificou as críticas ao declarar que o ministro seria o “principal arquiteto” de ações contra Bolsonaro e seus apoiadores. Já em setembro, afirmou, por meio de redes sociais, que os Estados Unidos acompanhavam “muito de perto” os desdobramentos políticos no Brasil.

Contexto político e possíveis impactos

A nomeação de Beattie é vista por analistas como um indicativo de que a Casa Branca pretende ampliar o monitoramento e a influência sobre temas políticos e institucionais no Brasil. O movimento ocorre em um cenário marcado por disputas judiciais, investigações e decisões envolvendo figuras centrais da política nacional.

A presença de um assessor com posicionamentos públicos tão definidos pode influenciar a forma como o governo norte-americano conduz sua política externa em relação ao Brasil, especialmente em temas sensíveis como democracia, liberdade de expressão e cooperação internacional.

Por outro lado, especialistas apontam que a nomeação também pode gerar reações diplomáticas, sobretudo diante do histórico recente de declarações críticas a autoridades brasileiras.

Da redação Mídia News

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