O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protagonizou um discurso de forte teor crítico ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a “Marcha contra a Corrupção”, realizada no sábado (21), na cidade de São Paulo. O evento foi organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e reuniu apoiadores da pauta anticorrupção.
Durante sua fala, o parlamentar direcionou ataques diretos a ministros da Suprema Corte, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Em tom incisivo, Kataguiri afirmou que gostaria de ver ambos presos, utilizando expressões duras ao se referir aos magistrados.
O deputado também argumentou que, historicamente, o Brasil já registrou a queda de presidentes da República, mas nunca de ministros do STF. Segundo ele, o cenário político poderia passar por uma mudança inédita, com eventual responsabilização de integrantes da Corte. “Desde a Nova República, dois presidentes já caíram. Nenhum ministro do Supremo caiu. Essa vai ser a primeira vez”, declarou.
Em outro momento, Kataguiri afirmou estar ciente das possíveis consequências legais de suas declarações, incluindo eventual responsabilização judicial. Ainda assim, disse não temer eventuais punições. “Se eu precisar ser preso pelas minhas convicções, vou com orgulho”, afirmou diante do público presente.
O discurso também incluiu menções ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, além de referências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar citou supostas informações sobre contatos e encontros envolvendo figuras políticas e empresariais, embora não tenha apresentado provas durante a manifestação.
Kataguiri afirmou ainda ter ouvido relatos de deputados da base governista sobre reuniões entre o presidente e o empresário, reforçando suspeitas levantadas em sua fala. As declarações, no entanto, não foram acompanhadas de documentos ou evidências públicas no momento do discurso.
Ao final da apresentação, o deputado reforçou que assumiria individualmente qualquer consequência jurídica decorrente de suas declarações, desafiando possíveis medidas contra participantes do ato. A fala foi encerrada sob aplausos dos manifestantes.
O episódio ocorre em meio a um ambiente político marcado por tensões entre integrantes do Legislativo e do Judiciário, com discursos cada vez mais polarizados em manifestações públicas.
Da redação Mídia News




