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ÔÔÔ Os Corêro vortô! Mas o DELEAGRO chegô !

Armando Arruda Lacerda afirma que práticas de exploração de animais silvestres evoluíram ao longo do tempo e alerta para impactos sobre o bioma pantaneiro

Seja em formato digital ou virtual, fotografando seus cadáveres e expondo-os para se remunerar por adeptos de parafílias do mundo todo.

Outros praticam o bestialismo cercando-os com inúmeros barcos e empurrando-os para serem predados por onças, relembrando emoções num Coliseu romano.

Coureiros antigos (dados por extintos) tiravam parte do couro e deixavam tudo, porém a falta de peixes fizeram aflorar os rabeiros, que passaram a cortar o rabo e descartar o resto do cadáver, fluando na correnteza dos rios, dando carona a urubus e caranchos.

Os pescadores que não levam peixe, pois quase conseguiram acabar com eles, passaram a exigir a substituição do pescado por tal “carne” exótica e valiosa para não pantaneiros.

Dos barcos a iguaria migrou para as cidades onde do pastel de carne de jacaré até a feijoada com os pés a novidade passou a ser exigida por quase todos os turistas.

Antigamente os caçadores tiravam a carne e descartavam o restante, suas comitivas eram localizadas pois os urubus e caranchos os seguiam em bando, coincidentemente hoje seguem os tais barcos de turismo ecológico.

Donde concluímos que os caçadores de animais silvestres, coureiros, rabeiros são um tipo de estrativismo que não conseguem frear seus instintos diante da fartura de animais que o Pantanal proporciona.

Só mudam de estratégia e utilizam propaganda massiva para seguir agindo lucrando como parasitas modernos do Pantanal.

A riqueza da fauna e flora do Pantanal é consequência do pastoralismo e da abundância de carne disponibilizada nos criatórios das fazendas tradicionais, aproveitando-se dos mares de capim, onde utilizar animais selvagens como fonte disponível de proteína é uma agressão a cultura e tradições tradicionais.

Quando os desavisados assimilarão o conceito que a riqueza do Pantanal está na criação pecuária multi secular e sua simbiótica adaptação com a exuberância da fauna e flora silvestre?

O Pantanal expõe, mas não impõe.

Armando Arruda LacerdaPorto Sāo Pedro

Artigo de opinião: Autor critica exploração da fauna silvestre no Pantanal e defende tradição pecuária

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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