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Após perder escolta por visita à Maré, Talíria Petrone tem proteção armada restabelecida pela Câmara

Decisão foi revertida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após suspensão motivada por deslocamentos da parlamentar ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) voltou a contar com escolta armada disponibilizada pela Câmara dos Deputados após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), revogar a decisão que havia suspendido o benefício. A medida anterior foi adotada em razão das frequentes visitas da parlamentar ao Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, área considerada de alto risco em razão da presença de organizações criminosas e de confrontos armados.

A suspensão da escolta gerou repercussão entre parlamentares e integrantes do PSOL, que argumentaram que a proteção institucional não deveria ser condicionada aos locais visitados pela deputada no exercício de seu mandato. Talíria Petrone sustenta que as visitas fazem parte de sua atuação parlamentar e do acompanhamento de demandas apresentadas por moradores da região.

Após reavaliação do caso, Hugo Motta decidiu restabelecer a escolta armada, permitindo que a deputada continue contando com a equipe de segurança fornecida pela Câmara dos Deputados. A decisão levou em consideração as atribuições institucionais do mandato parlamentar e a necessidade de garantir condições para o exercício das atividades legislativas.

O Complexo da Maré reúne diversas comunidades e frequentemente registra operações policiais e confrontos entre forças de segurança e grupos criminosos. Em razão desse cenário, autoridades costumam adotar protocolos específicos para deslocamentos de agentes públicos na região.

A Câmara dos Deputados mantém um sistema de avaliação de risco para definir a necessidade de proteção institucional a parlamentares que enfrentam ameaças ou desempenham atividades consideradas sensíveis. As decisões podem ser revistas sempre que houver mudanças na análise de segurança ou nas circunstâncias apresentadas.

O caso reacendeu o debate sobre os critérios adotados para concessão de escolta a parlamentares e sobre a atuação de representantes eleitos em áreas marcadas por elevados índices de violência. Enquanto apoiadores da deputada defendem que a proteção é indispensável para garantir o contato com comunidades vulneráveis, críticos questionam o uso da estrutura de segurança em locais classificados como de alto risco.

Da redação Mídia News

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