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Alberto Fraga protocola moção de repúdio contra Lula por fala sobre celulares roubados

Deputado do Distrito Federal afirma que presidente generalizou a população mais pobre ao associá-la à compra de aparelhos de origem criminosa e criticou declarações sobre a atuação das polícias civis

O deputado federal Alberto Fraga (PL-DF) protocolou uma moção de repúdio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após declarações do chefe do Executivo que associaram a população mais pobre à compra de celulares roubados. A iniciativa foi apresentada na Câmara dos Deputados e intensifica a reação da oposição às falas do presidente, que já vinham sendo alvo de críticas nas redes sociais e no meio político.

A controvérsia teve início após Lula afirmar, durante agenda pública, que parte do mercado de celulares furtados ou roubados existe porque há consumidores dispostos a adquirir aparelhos de procedência irregular. Ao citar o tema, o presidente mencionou que muitas pessoas compram esses equipamentos por preços inferiores aos praticados pelo mercado formal, o que foi interpretado por adversários políticos como uma generalização direcionada à população de baixa renda.

Para Alberto Fraga, as declarações foram “preconceituosas e ofensivas”. O parlamentar argumenta que o presidente acabou atribuindo aos mais pobres uma suposta participação na cadeia de receptação de produtos roubados, ignorando que a maioria da população trabalhadora busca adquirir bens de forma legal e enfrenta dificuldades econômicas para manter o orçamento familiar.

Além da crítica à associação feita por Lula, Fraga também questionou comentários relacionados à atuação das polícias civis, classificando as falas como desrespeitosas com profissionais responsáveis pela investigação e combate aos crimes patrimoniais no país.

A moção de repúdio possui caráter político e simbólico, sem efeitos jurídicos práticos. No entanto, o documento serve para registrar oficialmente o posicionamento da Câmara e reforçar o discurso da oposição contra o governo federal.

Aliados do presidente sustentam que a declaração foi retirada de contexto e que o objetivo de Lula era alertar a população sobre os impactos da receptação no fortalecimento do mercado ilegal de celulares roubados, além de defender medidas de combate à criminalidade.

O episódio amplia a tensão entre o Palácio do Planalto e parlamentares da oposição, em um momento de forte polarização política e de debates intensos sobre segurança pública e responsabilidade no enfrentamento ao comércio ilegal de produtos furtados.

Da redação Mídia News

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