OMS alerta para avanço do câncer e projeta aumento expressivo de casos até 2050
Organização Mundial da Saúde afirma que desigualdade no acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento pode agravar o impacto da doença nas próximas décadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a emitir um alerta sobre o avanço do câncer em escala global. Segundo projeções do organismo, o número de novos casos da doença poderá praticamente dobrar até 2050 caso os países não adotem medidas mais eficazes para ampliar a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento.
De acordo com a entidade, o crescimento da população, o envelhecimento, a urbanização, além da maior exposição a fatores de risco, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, sedentarismo e poluição, estão entre os principais fatores que impulsionam esse cenário.
A OMS destaca, entretanto, que um dos aspectos mais preocupantes é a desigualdade no acesso aos serviços de saúde. Em diversos países de baixa e média renda, milhões de pessoas ainda enfrentam dificuldades para realizar exames preventivos, obter diagnóstico em tempo adequado ou iniciar tratamentos oncológicos. Como consequência, muitos pacientes descobrem a doença em estágios avançados, quando as chances de cura são significativamente menores.
Segundo especialistas da organização, ampliar a cobertura de programas de rastreamento, fortalecer a atenção primária e investir em infraestrutura hospitalar são medidas essenciais para reduzir a mortalidade causada pelo câncer. A entidade também reforça a necessidade de ampliar campanhas de conscientização sobre hábitos saudáveis e vacinação contra vírus associados ao desenvolvimento de alguns tipos da doença, como o HPV e a hepatite B.
Entre os cânceres com maior incidência no mundo estão os de pulmão, mama, colorretal e próstata. Muitos desses casos poderiam ser evitados ou tratados com maior eficácia caso fossem identificados precocemente.
A OMS ressalta ainda que o combate ao câncer não depende apenas do avanço da medicina, mas também de políticas públicas que garantam acesso igualitário aos serviços de saúde. A organização defende que investimentos em prevenção são economicamente mais vantajosos do que lidar com os elevados custos dos tratamentos em fases avançadas da doença.
O alerta reforça que, sem ações coordenadas entre governos, sistemas de saúde e sociedade, o impacto social e econômico do câncer tende a crescer de forma significativa nas próximas décadas, pressionando ainda mais os serviços públicos e privados de saúde em todo o mundo.
Da redação Mídia News





