
A Casas Bahia fechou 298 lojas em todo o Brasil e realizou cerca de 1,9 mil demissões entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), em meio ao processo de reestruturação financeira da companhia. As informações foram divulgadas neste sábado (15) pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor).
Segundo a entidade sindical, aproximadamente 600 trabalhadores foram desligados na quinta-feira, enquanto outros 1,3 mil funcionários perderam seus postos na sexta-feira. O sindicato afirma que parte dos empregados teria chegado para trabalhar e encontrado unidades fechadas, sem comunicação prévia sobre o encerramento das atividades.
Diante da situação, o Secor informou que pretende ingressar com uma ação coletiva contra a varejista. A entidade deve pedir a reintegração dos trabalhadores e indenizações por danos morais, sustentando que as dispensas coletivas teriam ocorrido sem negociação prévia com representantes sindicais. Até a divulgação das informações, a Casas Bahia não havia apresentado posicionamento sobre as alegações do sindicato.
O fechamento das unidades acontece enquanto o Grupo Casas Bahia tenta reorganizar suas operações e reduzir a pressão financeira. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 1,06 bilhão, ante R$ 408 milhões negativos no mesmo período do ano anterior.
A empresa vem adotando medidas para reduzir endividamento, melhorar a geração de caixa e tornar sua estrutura operacional mais eficiente. Analistas acompanham especialmente a capacidade da varejista de transformar a recuperação operacional em geração recorrente de recursos, em um ambiente marcado por juros elevados e crédito restrito.
O Grupo Casas Bahia programou a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 para 14 de agosto, após o fechamento do mercado, enquanto a videoconferência com investidores está marcada para 17 de agosto.
Da redação Mídia News


